O Governo do Gana decidiu formalizar uma candidatura de adesão aos BRICS, o bloco de economias emergentes, conforme anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros do país durante a visita do seu homólogo indiano.
Na noite de terça-feira, Samuel Okudzeto Ablakwa revelou que o Gana solicitou o apoio da Índia, um dos membros fundadores do grupo, para essa candidatura, descrevendo-a como uma iniciativa destinada a ampliar e diversificar os parceiros económicos e diplomáticos nacionais.
“O gabinete do Presidente John Dramani Mahama decidiu que o Gana deve apresentar um pedido oficial de adesão aos BRICS”, afirmou o ministro aos jornalistas, na presença do ministro das Relações Externas indiano, Subrahmanyam Jaishankar.
“A nossa integração nos BRICS ao lado da Índia proporciona-nos alternativas económicas, diversifica a nossa base e os nossos parceiros e possibilita ainda o reforço da cooperação no âmbito do Sul Global”, acrescentou.
Jaishankar afirmou que a Índia apoia as aspirações do Gana, ressaltando, porém, que a adesão terá de ser apreciada pelo conjunto dos membros do grupo.
Histórico e alargamento do BRICS
Criado em 2009 sob a designação de BRIC, o bloco surgiu para congregar as maiores economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China) fora das instituições dominadas pelos Estados Unidos e pelas potências ocidentais, como o G7, e tornou-se BRICS com a adesão da África do Sul, em 2010.
Nos últimos anos, o grupo expandiu-se para integrar outras nações do Sul Global, designadamente a Etiópia, o Irão e a Indonésia, bem como o Egito, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.






