Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos países que integram o BRICS defenderam, em declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (11), que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial passem por reformas para que suas estruturas de governança acompanhem as mudanças da economia global registradas desde a criação das duas instituições, há mais de oito décadas. A informação é da agência Sputnik.
Reforma das instituições de Bretton Woods
“As estruturas de governança das instituições de Bretton Woods (BWI, na sigla em inglês) devem ser reformadas para refletir a transformação da economia global desde sua criação. A voz e a representação das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento (EMDEs, na sigla em inglês) nas BWI devem refletir sua posição relativa na economia global”, aponta o comunicado.
Conforme o documento, as mudanças são necessárias para contemplar o peso cada vez maior dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento (EMDEs) na economia mundial, além de tornar as instituições de Bretton Woods mais flexíveis, eficazes, imparciais e legítimas.
“Com a participação crescente das EMDEs na produção e no crescimento globais, a reforma da governança econômica global continua sendo uma prioridade constante do BRICS. Continuaremos a fortalecer a coordenação entre os membros do BRICS para tornar as instituições financeiras internacionais mais representativas, transparentes e responsáveis”, diz o texto.
Criado no período posterior à Segunda Guerra Mundial, o sistema de Bretton Woods contribuiu para a recuperação econômica de diversos países. O modelo marcou a transição dos acordos lastreados em ouro para o uso do dólar americano como padrão internacional.
Contra sanções comerciais unilaterais
Na declaração conjunta, os países do BRICS manifestaram profunda preocupação com as restrições unilaterais impostas ao comércio e às transações financeiras, entre elas os aumentos de tarifas.
“Continuamos profundamente preocupados com a imposição unilateral de medidas relacionadas ao comércio e às finanças, incluindo o aumento de tarifas e de medidas não tarifárias, que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirma o comunicado.
De acordo com os ministros, essa pressão recai sobretudo sobre os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento. A avaliação foi apresentada após a reunião realizada na cidade indiana de Mumbai, na quinta-feira.
O comunicado informa ainda que os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais reafirmaram o apoio a um sistema comercial multilateral aberto, transparente, inclusivo, não discriminatório e baseado em regras, com a OMC no centro.







