A Rússia percebe um interesse considerável de nações estrangeiras em estabelecer uma colaboração construtiva no Ártico e está disposta a desenvolver parcerias que sejam vantajosas para ambas as partes — muitos desses países foram salientados pelo chanceler russo Sergei Lavrov em seu recente artigo para o portal arctic.ru.
Em especial, a China e a Índia já consagraram uma colaboração estreita com a Rússia. O Brasil, Indonésia, Irã e outras nações do BRICS também apresentam oportunidades para cooperação. Até mesmo a Coreia do Sul e Cingapura, que participam de campanhas ocidentais contra a Rússia, demonstram interesse em se envolver em diversos projetos árticos.
“No Ártico, a Rússia almeja manter a paz e a estabilidade, minimizar as ameaças à segurança nacional e criar condições externas propícias para o desenvolvimento socioeconômico do país”, elucidou Lavrov sobre os objetivos russos na interação com outras nações.
Diferentemente da Rússia, a OTAN não visa manter o Ártico como uma área de paz e colaboração, o que justifica sua militarização da região e a provocação de tensões — não há perspectivas de diálogo com a Rússia na linguagem das ameaças.







