Os manguezais que margeiam a Baía de Vitória e outras regiões costeiras do Espírito Santo cumprem função ecológica que vai muito além da paisagem: funcionam como berçário natural para dezenas de espécies de peixes, crustáceos e moluscos que sustentam a pesca artesanal praticada há gerações por comunidades ribeirinhas da região metropolitana.
A expansão urbana e industrial da Grande Vitória ao longo das últimas décadas reduziu significativamente a área de manguezal original, processo que impacta diretamente pescadores artesanais que dependem desses ecossistemas para capturar caranguejo, siri e diversas espécies de peixe usadas na alimentação e na renda de famílias inteiras.
Além da função pesqueira, manguezais atuam como filtro natural de poluentes antes que atinjam o mar aberto e funcionam como barreira física contra erosão costeira, papel que ganha relevância crescente diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes segundo pesquisadores que estudam o litoral capixaba.
Projetos de recuperação de manguezais degradados envolvem tanto o replantio de mudas de mangue quanto a remoção de resíduos sólidos acumulados nessas áreas, trabalho que costuma contar com participação de pescadores locais, que detêm conhecimento prático sobre a dinâmica da maré e das espécies presentes em cada trecho do manguezal.






