A Organização das Nações Unidas declarou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa que reconhece o papel fundamental de mulheres na agricultura familiar e na segurança alimentar em diferentes países, incluindo o Brasil.
No Brasil, mulheres representam parcela significativa da força de trabalho na agricultura familiar, muitas vezes acumulando funções de produção agrícola com cuidado doméstico e familiar, uma dupla jornada historicamente pouco reconhecida em políticas públicas do setor.
A iniciativa da ONU busca ampliar o acesso dessas mulheres a crédito rural, capacitação técnica e titulação de terras, fatores historicamente mais restritos ao público feminino em comparação a produtores homens em diferentes regiões agrícolas do mundo.
Organizações brasileiras de agricultura familiar têm aproveitado essa visibilidade internacional para reforçar demandas específicas junto ao governo federal, incluindo políticas de compra pública de alimentos produzidos por cooperativas lideradas por mulheres agricultoras.
O reconhecimento também impacta indiretamente a valorização de ingredientes e produtos ligados à agricultura familiar na gastronomia nacional, já que muitas dessas mulheres são responsáveis pela produção de itens que ganham espaço em restaurantes que valorizam origem e sustentabilidade.
Para especialistas em desenvolvimento rural, essa declaração da ONU representa oportunidade concreta de direcionar recursos e atenção política para um grupo historicamente marginalizado dentro do próprio setor agrícola, tanto no Brasil quanto em outros países em desenvolvimento.







