Aldeias do município abrem suas portas para visitantes que buscam vivências culturais, trilhas e gastronomia típica.
O Espírito Santo tem expandido suas rotas de turismo de experiência, e em Aracruz, no litoral Norte do Estado, o turismo étnico em aldeias indígenas ganha destaque. Mais do que simples visitas, esses roteiros oferecem uma imersão profunda na cultura dos povos originários, com atividades que exaltam tradições, saberes e o vínculo com a natureza.
Roteiros pela cultura Guarani em Aracruz
Uma das alternativas é a Aldeia Temática Tekoa Mirim, situada às margens do Rio Piraquê-Açu, aproximadamente 80 km de Vitória. O espaço disponibiliza um itinerário completo de etnoturismo voltado para a cultura Mbyá Guarani, com apresentações culturais, interação com a rotina comunitária, comercialização de artesanato e passeios de barco ou caiaque.
As visitas ocorrem de terça a domingo, das 9h às 16h, mediante agendamento, com ingresso no valor de R$ 40 por pessoa. Os passeios de barco ou caiaque têm custo de R$ 35. Para quem deseja uma vivência mais abrangente, a aldeia oferece hospedagem, com diária para casal a partir de R$ 300, incluindo café da manhã.
Outra opção é a Aldeia Três Palmeiras, também localizada em Aracruz, que acolhe visitantes interessados em explorar a cultura Guarani. A programação abrange visitas guiadas, apresentações de danças tradicionais, pintura corporal e experiências gastronômicas, como o preparo de peixe na brasa.
O percurso ainda inclui o centro cultural da aldeia, onde os turistas podem aprofundar o conhecimento sobre a história e o estilo de vida da comunidade, além de adquirir peças de artesanato confeccionadas pelos moradores.
Turismo sustentável e valorização cultural
Já a Aldeia Nova Esperança (Tekoa Ka’aguy Porã) aposta no turismo sustentável como instrumento de preservação ambiental e promoção cultural. Fundada pelo líder Wera Djekupe, a comunidade se destaca pelo reflorestamento de mais de 280 mil mudas de espécies nativas e frutíferas.
O projeto inclui trilhas ecológicas, atividades de educação ambiental e a construção de um centro de recepção para visitantes. A aldeia fica na região de Santa Cruz, em área rural próxima ao Rio Piraquê-Açu.
Na Aldeia Boa Esperança, também em Santa Cruz, o artesanato tornou-se a principal fonte de renda e um relevante meio de valorização cultural, especialmente entre as mulheres. O local investe igualmente no turismo de experiência, proporcionando aos visitantes a chance de conhecer a trajetória do povo Guarani, participar de vivências tradicionais e degustar a culinária indígena.







