Copa das Comunidades encerra edição com novos campeões no estádio Salvador Costa

A Copa das Comunidades encerrou sua edição de 2026 com decisões históricas no Estádio Salvador Costa, em Bento Ferreira, Vitória. A competição, que movimentou bairros e equipes ao longo de cinco meses, teve suas finais realizadas neste domingo (6), com arquibancadas cheias e dois campeões inéditos.

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No futebol feminino, o Luso Serrano conquistou a taça ao vencer o Estadual FC por 3 a 1. Na sequência, a Imperatriz do Forte, representando o Forte São João, superou o Terra Brasil por 1 a 0 e ficou com o título masculino.

As partidas decisivas integraram a programação esportiva dos 475 anos de Vitória e marcaram o encerramento de uma competição criada para dar visibilidade ao futebol amador e às comunidades.

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A prefeita de Vitória, Cris Samorini, destacou a relevância do torneio para a gestão municipal. “A Copa Vitória das Comunidades mostra como é importante ter as comunidades no centro da nossa gestão, porque quem vive nos bairros conhece a cidade e também nos ajuda na construção e nas decisões para uma Vitória cada vez melhor. Uma competição como essa vai muito além do futebol, reúne famílias, fortalece os vínculos, cria oportunidades e valoriza os talentos da nossa cidade. Quero parabenizar todos os atletas, as equipes e as comunidades participantes, além de toda a equipe da Secretaria de Esportes e Lazer, que trabalhou para realizar uma Copa com tanta qualidade. E é uma alegria ainda maior poder celebrar essa grande festa do esporte junto às comemorações dos 475 anos de Vitória”, afirmou.

Os campeões das duas categorias receberam prêmios de R$ 14 mil cada.

Decisão feminina teve show de Thaís Ribeiro

Na primeira final do domingo, o Luso Serrano contou com Thaís Ribeiro como principal referência ofensiva. A atleta marcou os três gols da vitória sobre o Estadual FC e ainda terminou a competição reconhecida como craque do campeonato.

Ela atribuiu o desempenho individual ao esforço coletivo que começa antes mesmo das partidas. “Todo mundo trabalha, tem a correria da semana e precisa conciliar tudo para conseguir estar aqui. Hoje acordamos cedo sabendo o que queríamos. Era uma final difícil, contra uma equipe equilibrada, mas conseguimos fazer aquilo que treinamos e aproveitar as chances”, contou.

A atleta também ressaltou a importância da experiência do grupo. “A experiência ajudou a entender os momentos da partida. Tivemos tranquilidade para controlar o jogo quando foi necessário e conseguimos chegar ao resultado”, disse.

O técnico Renato Ferrari avaliou que o título representa a recompensa de uma preparação construída por atletas que conciliam o esporte com outras responsabilidades. “São mulheres que trabalham, têm suas rotinas e abrem espaço para o futebol porque gostam do que fazem. Uma conquista como essa valoriza todo esse esforço”, destacou.

Imperatriz faz história no Forte São João

A decisão masculina seguiu um roteiro distinto. A Imperatriz do Forte abriu o placar cedo e converteu a vantagem em uma disputa de concentração até o apito final.

Aos três minutos, Hiuri Santana Salles apareceu no ataque e colocou a equipe à frente do Terra Brasil. O restante do jogo exigiu disciplina. O adversário buscou espaços, tentou reagir e criou momentos de pressão, mas a Imperatriz se reorganizou, protegeu sua área e sustentou o resultado até o fim.

Quando o árbitro encerrou a partida, o 1 a 0 representava mais do que uma vitória. Era o primeiro título da Imperatriz do Forte na história da competição.

Gol decisivo saiu dos pés de um lateral

Hiuri, de 28 anos, chegou ao lance que definiu a final de uma posição improvável. Lateral-direito, ele tem como principal função defender, acompanhar a marcação e dar suporte ao restante da equipe. Na decisão, porém, foi ele quem apareceu para mudar o rumo do jogo.

“Minha função não é fazer gol. Estou ali para marcar, ajudar o time e apoiar quando aparece a oportunidade. Mas naquele momento consegui chegar e fui abençoado com o gol do título. É difícil explicar o que passa na cabeça”, afirmou.

A conquista também refletiu uma evolução gradual da equipe. “Em 2024, brigamos pelo acesso. Em 2025, chegamos à semifinal. Agora conseguimos alcançar a final e ser campeões. Foi uma caminhada construída passo a passo”, contou.

Festa promete seguir no Forte São João

O técnico Fábio Romanelli, há dois anos no comando da Imperatriz, definiu o sentimento após a partida como uma mistura de alívio e incredulidade. “A ficha demora a cair. Foi um campeonato muito disputado, com equipes fortes, então existe aquela sensação de dever cumprido”, disse.

O destino logo depois do estádio já estava traçado. “A gente vai encontrar a comunidade e comemorar junto. Talvez seja ali, com todo mundo reunido, que a gente consiga entender de verdade o tamanho dessa conquista”, afirmou.

Romanelli também projetou os desafios de 2027. “Ser campeão muda a responsabilidade. No ano que vem, todas as equipes vão querer vencer quem está defendendo o título. Então o planejamento já começa pensando nisso”, destacou.

Competição de cinco meses aproximou comunidades

A Copa Vitória das Comunidades reuniu futebol feminino e masculino ao longo de cinco meses e já faz parte do calendário de ações esportivas da cidade.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, Rodrigo Ronchi, avaliou que a competição aproxima a política pública de quem vive nos bairros. “É um projeto que mostra quem faz a cidade acontecer. São atletas, famílias e comunidades participando diretamente. Neste ano, ainda tivemos a oportunidade de integrar a Copa às comemorações dos 475 anos de Vitória”, afirmou.

Ronchi ressaltou que o alcance do projeto ultrapassa a disputa por troféus. “O esporte cria convivência, pertencimento, oportunidade e visibilidade. Quando a cidade investe nisso, ela também reconhece o valor das pessoas que estão nas comunidades.”

Esporte como ferramenta de oportunidades

A prefeita Cris Samorini acompanhou as finais e enfatizou o potencial da competição para abrir caminhos.

“A Copa Vitória das Comunidades cria oportunidades. Podemos descobrir talentos que avancem até o futebol profissional, mas o resultado mais importante também está nas famílias presentes, na convivência e na possibilidade de transformar vidas pelo esporte”, afirmou.

Para a prefeita, iniciativas como essa reforçam a importância das comunidades na cidade. “Quando valorizamos os bairros e as pessoas que vivem neles, estamos valorizando Vitória. É isso que torna um projeto como este tão importante.”

Ela também fez questão de destacar a participação feminina. “As meninas fizeram uma competição muito bonita e mostraram mais uma vez a força do futebol feminino.”

Histórias que vão além do placar

A edição deste ano contou novamente com a Rede Vitória como parceira oficial, com cobertura durante toda a competição e transmissão das finais.

O CEO da Rede Vitória, Felipe Carone, explicou que a parceria possibilita dar visibilidade a personagens que normalmente ficam fora do centro da cobertura esportiva. “Quando a gente cobre essa competição, não está olhando só para o placar. Estamos contando histórias de comunidades, de atletas, de famílias e de pessoas que encontram no futebol uma forma de convivência e qualidade de vida”, afirmou.

Carone relacionou o esporte a outras dimensões da vida cotidiana. “Futebol também é saúde, amizade, entretenimento e bem-estar. Existe uma dimensão social muito forte em tudo isso”, destaca.

Campeonato encerrado, histórias permanecem

As duas taças entregues neste domingo encerram oficialmente a Copa Vitória das Comunidades 2026, mas não resumem tudo o que aconteceu ao longo dos meses de disputa.

O campeonato terminou com uma atleta marcando três vezes em uma final, um lateral-direito fazendo o gol mais importante da trajetória de sua equipe, comunidades reunidas nas arquibancadas e dois clubes vivendo pela primeira vez a experiência de erguer o troféu.

No aniversário de 475 anos da capital, o esporte ajudou a apresentar Vitória por outro prisma: uma cidade composta por bairros, histórias e pessoas que enxergam no futebol um espaço para competir, conviver e pertencer.

Campeões de 2026

Feminino
Luso Serrano 3 x 1 Estadual FC

Masculino
Imperatriz do Forte 1 x 0 Terra Brasil

Destaques

  • Craque do feminino: Thaís Ribeiro — Luso Serrano
  • Melhor jogador do masculino: Ratinho — Imperatriz do Forte
  • Artilheiro masculino: Rafael — Bavi, com cinco gols
  • Melhor goleiro masculino: Richards — Terra Brasil
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