A instalação da fábrica da GWM em Aracruz, no Espírito Santo, vem atraindo 21 empresas — 16 do ramo automotivo e cinco do setor imobiliário — e somando R$ 5 bilhões em investimentos no Estado, conforme a agência estadual de atração de investimentos. A unidade vai ocupar 1,7 milhão de m², terá capacidade anual de 200 mil veículos e deve iniciar as operações em 2029.
A confirmação da fábrica em Aracruz alterou a estratégia industrial capixaba, com reflexos diretos em fornecedores, logística portuária e geração de empregos locais. O aporte anunciado de R$ 5 bilhões reúne empresas de autopeças, siderurgia e serviços, criando uma nova frente produtiva além dos polos tradicionais do país.
Polo em formação: quem chega e o que será produzido
A Nova ES acompanha 21 empresas interessadas no entorno da fábrica: dezesseis ligadas à cadeia automotiva e cinco ao setor imobiliário. Entre os nomes citados estão fabricantes de peças, montadoras e um laminador de tiras a frio da ArcelorMittal, diretamente relacionado à produção de chapas para carrocerias.
A E-Motors pretende produzir veículos elétricos subcompactos em Jaguaré, com investimento inicial de R$ 112 milhões, enquanto montadoras como Marcopolo e Agrale, já estabelecidas no Estado, podem ampliar a cadeia local de fornecimento.
A operação em Aracruz tem início previsto para 2029 e capacidade de produção anual de 200 mil veículos, em um complexo de 1,7 milhão de m² que será a segunda fábrica da marca no Brasil.
Vantagens logísticas, incentivos e impactos econômicos
O projeto é tratado como estratégico por executivos da GWM e se beneficia da proximidade com portos de águas profundas e com a primeira Zona de Processamento de Exportação da região. Em um raio de 1.000 km, o Espírito Santo alcança 70% do PIB nacional e 60% da população consumidora, o que favorece o escoamento e a exportação.
Aracruz e Jaguaré estão na área da Sudene, com incentivos federais que incluem redução de até 75% no Imposto de Renda Pessoa Jurídica; benefícios estaduais de ICMS, como Invest e Compete, terão transição até 2032. A agência estadual também negocia com empresas de baterias, desmontagem, blindagem e fornecedores de ar-condicionado, o que pode duplicar o volume anunciado e ampliar os efeitos sobre emprego, comércio e serviços.
Perguntas frequentes
Quais empresas a chegada da GWM em Aracruz atraiu para o Espírito Santo?
A chegada da GWM em Aracruz atraiu 21 empresas mapeadas pela Nova ES, sendo 16 ligadas à cadeia automotiva e cinco ao setor imobiliário. Entre os nomes citados estão Marcopolo, Agrale, fabricantes de peças, a ArcelorMittal (com laminador de tiras a frio) e a E-Motors, que anunciou R$ 112 milhões em Jaguaré.
Quando a fábrica da GWM em Aracruz deve começar a operar e qual será a capacidade prevista?
A fábrica da GWM em Aracruz tem início previsto para 2029 e capacidade anual estimada em 200 mil veículos. O complexo ocupará 1,7 milhão de m² em Barra do Riacho e será a segunda unidade da marca no Brasil, após a fábrica de Iracemápolis, em São Paulo.
Quais incentivos e vantagens logísticas favorecem a instalação da GWM no Espírito Santo?
O Espírito Santo oferece portos de águas profundas e a primeira Zona de Processamento de Exportação na região, além de estar na área da Sudene com redução de até 75% no IRPJ. O Estado concentra mais de 90% das importações brasileiras de veículos e, em 1.000 km, atinge 70% do PIB e 60% da população consumidora.







