O Ministério da Educação lançou recentemente uma nova etapa de formação continuada voltada a diretores escolares e coordenadores pedagógicos de escolas que oferecem educação em tempo integral. A iniciativa integra o Programa Escola em Tempo Integral e tem como objetivo apoiar a qualificação de gestores e a reformulação dos projetos político pedagógicos dessas instituições, em conformidade com diretrizes nacionais de qualidade e equidade.
Na mesma ocasião, foi apresentado um estudo inédito sobre políticas locais de educação integral em tempo integral, produzido em parceria com universidades federais. A pesquisa traça um panorama nacional de como estados, municípios e o Distrito Federal têm normatizado a ampliação da jornada escolar, além de trazer recomendações para fortalecer a aderência dessas políticas locais às diretrizes nacionais.
A expansão do programa é uma das principais apostas do governo federal na área educacional nos últimos anos, impulsionada por lei sancionada em 2023 que prevê investimentos da ordem de bilhões de reais até o fim de 2026. A meta é ampliar a oferta de matrículas em jornada integral, com carga mínima semanal elevada, priorizando estudantes em contextos de maior vulnerabilidade social. Entre os objetivos declarados está o enfrentamento da evasão escolar, problema especialmente grave no ensino médio, etapa em que muitos adolescentes abandonam os estudos por motivos ligados a trabalho, distância da escola ou falta de perspectiva de continuidade.
Especialistas em educação avaliam que o sucesso da ampliação da jornada integral depende de fatores que vão além do simples aumento de horas na escola: é preciso garantir currículos bem articulados, planejamento pedagógico consistente, infraestrutura adequada, como espaços de alimentação e lazer, e formação docente específica para lidar com uma rotina escolar mais longa e diversificada.







