O Ministério da Educação avalia a possibilidade de oferecer o Enem em português para candidatos em países do Mercosul, com estudos apontando Buenos Aires, Montevidéu e Assunção como possíveis sedes de aplicação já em edições futuras do exame.
A iniciativa busca ampliar o alcance internacional do exame brasileiro, atendendo tanto filhos de brasileiros residentes no exterior quanto estudantes estrangeiros interessados em ingressar em universidades brasileiras através do sistema de seleção unificada.
Essa expansão dialoga com um movimento mais amplo de integração educacional regional, em que exames e certificações de um país ganham reconhecimento e aplicabilidade em outros territórios do bloco econômico sul-americano.
Para estudantes brasileiros que vivem temporariamente em países vizinhos, essa possibilidade elimina a necessidade de viagem ao Brasil apenas para realizar o exame, reduzindo custos e barreiras logísticas que antes limitavam sua participação no processo seletivo nacional.
O relatório final sobre essa expansão deve ser apresentado antes da abertura das inscrições de edições futuras do Enem, conforme informações do Inep, instituto responsável pela organização técnica do exame em todo o território nacional e, possivelmente, internacional.
Para especialistas em política educacional, essa expansão representa reconhecimento da relevância do Enem como instrumento de acesso ao ensino superior, mesmo além das fronteiras brasileiras, fortalecendo a posição do país como referência regional em avaliação educacional.







