O Centro Estadual de Ensino Fundamental e Médio Técnico Integrado (CEEFMTI) Afonso Cláudio, localizado no município de mesmo nome, desenvolveu ao longo do mês de abril duas iniciativas pedagógicas com foco na inclusão, no protagonismo dos alunos e na intensificação do envolvimento escolar.
A primeira atividade foi realizada no Dia Nacional da Libras, comemorado em 24 de abril, junto à turma da 3ª série de Esportes. A intérprete de Libras Raquel Dias Coelho conduziu a ação em colaboração com professores convidados, destacando a atuação da estudante surda Luiza de Almeida Alves em situações de aprendizado e interação por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Na ocasião, Luiza ensinou aos colegas a datilologia do alfabeto manual, os números e diversos sinais usados no dia a dia da escola. Além das explicações, foram promovidas dinâmicas e jogos pedagógicos criados pela própria aluna junto com a intérprete Raquel Dias Coelho.
Conforme a intérprete, a iniciativa ajudou a reforçar o respeito recíproco entre os estudantes e a ampliar o entendimento sobre a relevância da acessibilidade na escola. “Percebi um clima de respeito, em que os alunos procuravam se comunicar em Libras, se aproximaram da cultura surda e compreenderam a importância da inclusão escolar”, afirmou.
Além dessa ação, a instituição de ensino realizou na quinta-feira (30) a atividade “Pequenas Peças, Grandes Mentes – PROERER”, coordenada pelos professores Selmara Tristão, Ilquias de Freitas Salino, Pamela Carina Breda e André da Silva Pimenta, com as turmas da 3ª série do Ensino Médio Integral.
A proposta integrou as matérias de Matemática e Biologia por intermédio da utilização de tecnologia e abordagens lúdicas. A atividade foi organizada a partir de um jogo pedagógico formado por um “quebra-cabeça operacional” com 56 peças, cada uma apresentando uma operação matemática. Conforme os alunos resolviam os desafios de forma correta, tinham acesso a fragmentos de uma imagem que montava, gradativamente, o rosto da cientista Jaqueline Goes de Jesus.
De acordo com a professora Selmara Tristão, idealizadora da iniciativa, a proposta procurou conectar o conhecimento escolar com as vivências e referências dos estudantes. “Quando o aluno percebe que o saber não fica restrito às disciplinas, mas está ligado à realidade e à trajetória de pessoas que transformam a sociedade, o aprendizado ganha significado, propósito e força”, declarou.







