As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira (7), próximas da estabilidade, equilibrando o impulso do setor de tecnologia e a cautela com o avanço do petróleo Brent ao maior nível em dois meses, depois de novos ataques no Oriente Médio.
O cenário também refletiu a liquidez global reduzida em razão do feriado do Dia do Trabalho nos EUA e a expectativa para a decisão do BCE (Banco Central Europeu) nesta semana.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,08%, aos 10822,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,25%, a 25981,79 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,33%, a 8306,15 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,25%, a 52229,57 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,17%, a 20017,35 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou alta de 0,32%, a 9419,13 pontos. As cotações são preliminares.
As ações ligadas à cadeia de semicondutores sustentavam os ganhos na Europa, acompanhando o desempenho da Ásia e a busca por papéis expostos à inteligência artificial (IA). A ASML subiu 2,25%, enquanto a ASM International avançou mais de 4% em Amsterdã, com o Stoxx 600 Technology em alta superior a 1%.
O subíndice de energia do Stoxx 600 também acumulava valorização acima de 1%, em linha com o avanço do petróleo. Uma refinaria na Arábia Saudita foi atacada nesta segunda-feira perto da fronteira com o Iêmen, conforme noticiou o Financial Times.
O episódio impulsionou nova aceleração do petróleo, que já operava em alta sustentado pela escalada das tensões entre EUA e Irã no fim de semana e pelas perspectivas de restrições no transporte marítimo global, agora também no Canal do Panamá.
Em Londres, BP (+1,24%) e Shell (+1,32%) lideraram as altas, enquanto mineradoras como Fresnillo (-2,13%) e Antofagasta (-0,43%) seguiram pressionadas pelo comportamento volátil de metais como o ouro.
No Reino Unido, a atenção esteve voltada ao primeiro discurso do ministro das Finanças, John Healey, focado no compromisso com a disciplina fiscal.
Em Zurique, a Novartis caiu mais de 3% após comunicar que um medicamento experimental não atingiu o objetivo de reduzir o risco cardiovascular em estudo de fase avançada.
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro, acima do projetado.
Investidores também repercutiam os dados da produção industrial alemã, que recuou em julho, e os desdobramentos das eleições estaduais na Alemanha, nas quais a vitória do partido de extrema direita AfD pressiona o governo de Friedrich Merz e adiciona ruído político aos debates sobre reformas.
O grande teste da semana será a decisão de juros do BCE, com alta de 25 pontos-base amplamente esperada, mas com o debate concentrado no tom do comunicado.







