Demanda por benefícios pressiona modelo PJ nas empresas, aponta estudo

A crescente procura dos profissionais que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) por pacotes de benefícios pode se consolidar como um elemento de peso para os empregadores, de acordo com o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, uma pesquisa realizada em parceria pela Swile, empresa especializada em benefícios corporativos, e pela Leme Consultoria.

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Ainda nos arranjos de trabalho mais flexíveis, itens ligados à segurança, saúde, proteção e a necessidades fundamentais da rotina dos colaboradores são altamente apreciados pelos profissionais PJs, conforme sinaliza o estudo.

Um ranking compilado pela pesquisa revela que 75% dos entrevistados dessa categoria colocam a assistência médica no topo da lista de auxílios preferidos. Em segundo lugar aparece a refeição, com 62,5% das menções, e, em seguida, o auxílio-alimentação, citado por 60% dos participantes.

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Contudo, o anuário aponta que boa parte das organizações não acompanha essa expectativa dos seus trabalhadores.

Entre as companhias com mais de mil funcionários, somente 17% concedem os mesmos benefícios a todos os colaboradores, sem distinção da categoria de vínculo empregatício.

Desse grupo, 36% não oferecem nenhum benefício aos autônomos. Já entre as empresas que possuem de 101 a 500 colaboradores, 37% também não disponibilizam qualquer tipo de auxílio.

Cenário nas pequenas empresas

Já nas organizações de menor porte, com até 100 funcionários, o quadro é ainda mais acentuado. Quase metade delas (47%) não concede nenhum benefício a profissionais PJs, e apenas 9% igualam as vantagens oferecidas aos trabalhadores CLT e aos PJs.

Sinais de transformação

A pesquisa ainda sugere que a demanda dos colaboradores PJ por esses recursos já pode estar impulsionando adaptações por parte das empresas, e conclui que a tendência do mercado indica que os benefícios corporativos deixarão de ser um privilégio exclusivo do regime CLT.

Segundo o levantamento, do total de organizações consultadas, 21% já nivelaram os benefícios para todos os trabalhadores, independentemente do modelo de contratação. Além disso, 32% das empresas adotam um formato híbrido, oferecendo benefícios parciais para os profissionais que atuam sob o regime de pessoa jurídica.

Na avaliação de Nicolas Batista, vice-presidente de Estratégia e Negócios da Swile Brasil, esse movimento é resultado da evolução na maneira como as corporações organizam suas políticas de gestão de pessoas.

“Conforme o mercado de trabalho se torna mais dinâmico e voltado a projetos, cresce a urgência em proporcionar uma vivência mais igualitária entre os diferentes tipos de vínculo”, destaca Batista.

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