Os pedágios da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol vão a aceitar novas formas de pagamento. De acordo com a Rodosol, concessionária que administra a via, a partir de dezembro deste ano (sem dia específico), os motoristas poderão pagar as tarifas no cartão de débito – somente os que possuem a tecnologia por aproximação – e por bluetooth, através do aplicativo Sem Parar Pay. Em janeiro de 2022, mais uma modalidade: via Pix.
Todas as opções estarão disponíveis tanto para motoristas de automóveis quanto de motocicletas. Segundo o diretor-presidente da Rodosol, Geraldo Dadalto, o objetivo é dar mais agilidade e segurança para os usuários das vias.
“Nosso objetivo é abrir a praça de pedágio para possibilidades que tragam mais praticidade, agilidade, conforto e segurança para os usuários. No caso dos motociclistas, o processo será mais simples e prático do que o cartão que hoje comercializamos. Atualmente, o usuário precisa ter o cartão em mãos para ser lido por um equipamento específico. Com o aplicativo e a conexão bluetooth habilitada, o celular não precisa estar na mão do motociclista”, afirma.
Dadalto pontua, no entanto, que não será permitida a habilitação do bluetooth no momento em que o usuário chega à cabine, para não comprometer o fluxo. No caso do MotoCard, outro serviço criado pela concessionária, esta forma de pagamento deixará de funcionar com a adesão dos motociclistas aos novos sistemas.
A partir desta quinta-feira (18), os cartões do sistema MotoCard deixaram de ser comercializados, mas o formato de pagamento segue em funcionamento por tempo ainda indefinido.
Para efetuar o pagamento via Sem Parar Pay, será preciso que o usuário baixe o aplicativo Sem Parar e escolha a opção “compras online”. Depois, é preciso selecionar “Sem Parar Pay”, manter habilitado o bluetooth do celular e informar ao cobrador como deseja pagar a tarifa. O serviço opera no formato pré-pago, ou seja, é preciso adicionar crédito anteriormente.
O Sem Parar Pay será válido apenas nas cabines de pagamento manual do pedágio. As cabines exclusivas para veículos cadastrados no pagamento automático (tag), continuam atendendo somente os motoristas que permanecerem utilizando essa modalidade.
O usuário que preferir pagar via via débito no cartão, mesmo que não possua um com a tecnologia de aproximação, poderá fazê-lo com smartwatch ou smartphone. Cartões que necessitem de inserção em máquinas não serão aceitos. O motivo, segundo Geraldo Dadalto, é para não prejudicar a fluidez do trânsito.
“Numa praça urbana e com especificidades como é o caso da Terceira Ponte, em que vários acessos levam a um ‘efeito funil’ nas duas faixas da pista, cobrar com cartão por meio da digitação de senha seria criar um transtorno enorme para os motoristas, e não uma facilidade, ao contrário do que muitos pensam”, explica o diretor-presidente.
Já o pagamento via Pix, sistema do Banco Central que completou um ano de operação recentemente, tem previsão de ser implementado na primeira semana de janeiro, quando a concessionária espera já ter completado ajustes técnicos.







