A plataforma possibilita a comunicação em grupos por meio de voz, texto e vídeo; a solicitação ocorre após a transmissão do suicídio de uma jovem em uma live.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, requisitou nesta quinta-feira (6 de agosto de 2026) que o Discord seja bloqueado no Brasil. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante a sanção do projeto de lei nº 3066/2025, que torna mais severas as punições para crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
O Discord é uma rede social que permite a interação em grupos por voz, texto e vídeo.
O pedido de Janja foi realizado após uma adolescente ter se suicidado durante uma transmissão ao vivo na plataforma.
“Não posso aceitar uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet no Discord e morrer. Não consigo admitir um país dessa forma. Não se trata de um caso isolado, são muitos e muitos casos. Precisamos atuar em conjunto com o Judiciário para remover essa rede horrenda do ar”, afirmou.
O Poder360 entrou em contato com a plataforma Discord para comentar sobre as declarações de Janja, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A matéria será atualizada assim que houver uma resposta.
Operações Policiais
Em razão da morte da jovem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a colaboração do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e das polícias civis de oito estados, iniciou as operações Lívia e Rede Interrompida. O objetivo é combater os grupos que promovem a violência na internet.
O projeto de lei sancionado nesta quinta-feira (6 de agosto) amplia as circunstâncias de infiltração policial no ambiente digital e aumenta as sanções para crimes cometidos por meios eletrônicos contra crianças e adolescentes. A proposta é de autoria do deputado Osmar Terra (MDB-RS).
A nova legislação também amplia as penalidades quando se utilizar IA (inteligência artificial), deepfakes, perfis falsos, ofertas de vantagens ou aproveitamento de relações de confiança para aliciar vítimas.
Na sanção, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou que a lei posiciona a legislação brasileira “entre as mais avançadas do mundo”.
- criminaliza a produção de imagens realistas com rostos ou vozes de menores por meio de IA;
- pune o constrangimento de menores para a obtenção de imagens íntimas: “É a lógica da extorsão por meio ilícito e a ameaça da divulgação da imagem”, afirmou o ministro;
- autoriza a ronda virtual legalizada, consistindo em uma varredura policial automatizada em ambientes digitais abertos;
- permite a interrupção de transmissões de abuso em tempo real.
Segundo Wellington, o intuito é “preservar o uso legítimo e a privacidade na internet”.
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