Lula afirma que não perderá eleição mesmo errando só com Alckmin

Em convenção nacional do PSB realizada na quarta-feira (29 de julho de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não perderá a eleição presidencial, mesmo que ele e o vice, Geraldo Alckmin, cometam erros. O evento também aprovou, por unanimidade, a coligação com a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, e a indicação de Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula.

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Durante o discurso, Lula manifestou confiança na vitória já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e convocou a militância a usar o celular para divulgar as realizações do governo.

Geraldo Alckmin, vice-presidente desde 2023 e em seu segundo mandato consecutivo na chapa com Lula, também exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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Ao encerrar sua fala, Lula reiterou a expectativa de vencer a disputa presidencial ainda no primeiro turno. “Eu e o Alckmin vamos ganhar as eleições. Vamos ganhar. Não há nenhuma razão, nenhuma razão, mesmo que eu e ele só erremos daqui para frente, o acerto foi tanto que a gente não perde essas eleições”, afirmou.

Na ocasião, os convencionais aprovaram quatro pontos de forma conjunta:

  • A coligação majoritária para a Presidência da República;
  • A indicação de Edinho Silva, presidente do PT, como representante legal da coligação;
  • A delegação de poderes à Executiva Nacional do PSB para deliberações futuras sobre a coligação;
  • A candidatura de Alckmin como vice-presidente.

João Campos, presidente nacional do PSB, também expressou otimismo ao encerrar o evento, adotando o lema “vamos de primeiro turno”.

Pedido à militância

Lula orientou os presentes a transformar o celular em uma ferramenta de campanha. Ele defendeu que a militância se dedique integralmente, 24 horas por dia, a difundir informações positivas sobre os candidatos do partido e as ações governamentais, evitando compartilhar conteúdos que considerou irrelevantes.

“Utilize 24 horas por dia para falar coisa boa, para conversar, para mostrar o que precisa ser feito, porque é essa a briga que nós vamos ter que fazer”, afirmou.

O presidente chamou essa disputa de “guerra da narrativa” e mencionou a negativa de vistos a norte-americanos que, segundo ele, tentariam interferir no processo eleitoral brasileiro.

João Campos também convocou a militância a agir fora da convenção. Ele destacou que a maior parte dos filiados do PSB está “pelas ruas do Brasil”, nos diretórios estaduais, e ressaltou que o partido conta com palanques nos 27 estados para apoiar a chapa Lula-Alckmin.

Geraldo Alckmin fez críticas ao governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Afirmou que não é possível defender a liberdade enquanto se tenta derrubar a democracia, já que, em suas palavras, “a democracia é a guardiã da liberdade”.

Alckmin também criticou o uso do aparato estatal no segundo turno de 2022 para tentar impedir o voto e propor a derrubada de um governo eleito. Ele acrescentou que quem não acredita na democracia nem no povo como protagonista das eleições não deveria disputar o pleito.

A convenção ainda prestou homenagem ao deputado estadual pernambucano Valdemar Borges, falecido em julho.

O evento reuniu grande parte do primeiro escalão do governo Lula, com nove ministros presentes, além de figuras históricas ligadas ao PSB e a gestões anteriores, como Cristovão Buarque, Carlos Siqueira e Márcio França.

Lista dos presentes:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República);
  • Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
  • Lu Alckmin (segunda-dama);
  • João Campos (presidente nacional do PSB);
  • Carlos Siqueira (presidente da Fundação João Mangabeira);
  • Tabata Amaral (deputada federal);
  • José Múcio Monteiro (ministro da Defesa);
  • Wolney Queiroz (ministro da Previdência);
  • Márcio Elias Rosa (ministro da Indústria e Comércio);
  • Luciana Santos (ministra da Ciência e Tecnologia);
  • Sidônio Palmeira (ministro da Comunicação Social);
  • José Guimarães (ministro das Relações Institucionais);
  • Dario Durigan (ministro);
  • Paulo Pereira (ministro);
  • Cid Gomes (senador);
  • Soraya Thronicke (senadora);
  • Humberto Costa (senador);
  • Jorge Kajuru (senador);
  • Jonas Donizete (deputado federal, líder do PSB na Câmara);
  • Inácio Arruda (deputado federal);
  • Lídice da Mata (deputada federal);
  • Robério Monteiro (deputado federal);
  • Pedro Campos (deputado federal);
  • Silvio Costa (deputado federal);
  • João Azevedo (ex-governador da Paraíba);
  • Márcio França (ex-governador de São Paulo);
  • Cristovão Buarque (ex-governador do Distrito Federal);
  • Pedro Taques (ex-governador do Mato Grosso);
  • Edinho Silva (presidente nacional do PT);
  • Renata Campos (militante histórica do PSB).
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