A Polícia Federal iniciou na última quarta-feira a Operação Narcofluxo, que apura um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações superiores a R$ 1,6 bilhão no país e no exterior.
Conforme as investigações, o grupo empregava uma estrutura complexa para esconder a origem dos valores, com o uso de empresas, laranjas e transações financeiras de grande montante. Uma parte dos recursos, de acordo com os investigadores, pode ter relação com atividades ilícitas, como jogos de azar clandestinos e rifas online.
Nomes envolvidos nas investigações
Entre as pessoas citadas nas apurações estão os cantores MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, além de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre o nível de participação de cada um.
Segundo a PF, os investigados atuariam em diferentes funções dentro do esquema, incluindo movimentação de recursos, ocultação de patrimônio e compra de bens de alto valor, como propriedades, carros luxuosos e joias.
As autoridades também investigam uma possível conexão estrutural com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que pode aumentar a seriedade do caso.
A operação é fruto de meses de trabalho investigativo e continua em curso. A Polícia Federal não descarta a realização de novas etapas.
Posicionamento da defesa
A defesa de Raphael Sousa Oliveira afirma que seu nome relacionado aos fatos investigados resulta, unicamente, da prestação de serviços publicitários por intermédio de sua empresa, responsável pela venda de espaços de divulgação digital.
Os valores recebidos por ele correspondem a serviços efetivamente realizados de publicidade e marketing, atividade legal e exercida de forma regular há anos.
Raphael não faz parte de organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilegal e nunca exerceu função diferente da veiculação publicitária contratada.
A defesa está tomando as providências necessárias e demonstrará, no momento adequado, que sua atuação sempre ocorreu dentro dos limites da lei.







