A rotina de cuidados com a pele conquistou espaço entre os brasileiros. De acordo com um estudo feito pela Opinion Box, a pedido do Grupo MedSystems, 57% dos brasileiros das classes A, B e C mantêm hábitos diários de skincare.
Dentro desse grupo, 2 em cada 3 jovens adultos, de 21 a 29 anos, pertencentes à Geração Z, reservam mais tempo para essas práticas.
O movimento acompanha a popularização da chamada “SkinTok”, comunidade do TikTok que reúne e impulsiona conteúdos sobre skincare, influenciando o consumo de produtos e as tendências de beleza, sobretudo entre os mais jovens.
Na avaliação de Maria Cecília Barbosa, profissional de Estética e docente do curso na Estácio, a ampliação desses hábitos está ligada diretamente à influência das redes sociais.
“Com o aumento do uso das redes sociais, a busca pela pele perfeita e pelos cuidados com a pele cresceu muito. Isso trouxe uma nova rotina, conhecida como skincare”, afirma.
Rotina de skincare não precisa ser complexa
Apesar da popularização dos cuidados com a pele, a especialista adverte que nem todas as práticas divulgadas na internet possuem comprovação científica. A adoção de métodos inadequados pode causar irritação, sensibilidade e danos à barreira cutânea.
“O uso de produtos que não são indicados para o tipo de pele é o erro mais comum. Por isso, é fundamental fazer uma avaliação adequada com profissional antes de escolher os cosméticos”, orienta Maria Cecília.
Conforme ela, uma rotina eficaz pode ser simples. Ao longo do dia, a recomendação é usar um sabonete para higienização, hidratante ou antioxidante, como a vitamina C, e protetor solar.
À noite, um ácido pode ser incluído quando houver necessidade, além da remoção completa da maquiagem e da higienização da pele. O aparecimento frequente de acne, excesso de oleosidade e manchas solares também merece atenção.
“O surgimento frequente de acne, excesso de oleosidade e manchas solares indicam que algo não está funcionando corretamente”, destaca.
Protetor solar está entre os principais cuidados
O levantamento aponta ainda que o uso de protetor solar figura entre os hábitos mais comuns. O produto é citado por 48% das pessoas que mantêm uma rotina de cuidados com a pele.
Para Maria Cecília, o índice é positivo, principalmente em regiões com maior exposição solar, como o Nordeste. “O papel do protetor solar é proteger a pele contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB), principais causas de manchas e câncer de pele”, explica.
A especialista ressalta, porém, que a proteção depende do uso adequado. “É essencial reaplicar o protetor a cada duas horas, especialmente após mergulho ou sudorese, além de usar o fator de proteção ideal, que deve ser no mínimo 30 FPS”, orienta.






