Quando chegou a hora de escolher uma faculdade, Tony Ramos já atuava como ator.
Na adolescência, ele dividia as gravações na então TV Tupi de São Paulo, feitas durante o dia, com os compromissos no teatro à noite.
No período dos vestibulares, chegou a considerar os cursos de arquitetura e direito.
Acabou aprovado na segunda opção, mas não deu sequência ao curso porque ainda não estava convicto da escolha.
Essa lembrança é compartilhada pelo ator em sua participação na série “Meu Vestibular”, do jornal Folha de São Paulo.
Dúvidas e decisões no início da carreira
No vídeo, Tony Ramos retoma as incertezas daquela fase e aconselha os estudantes que se preparam para o Enem e para outros processos seletivos a não deixarem os estudos de lado e a seguirem em busca dos próprios objetivos, ainda que a realização dos sonhos leve tempo.
Dono de uma das carreiras mais reconhecidas da TV brasileira, o ator relata que o interesse pela atuação apareceu na infância, influenciado pelo contato com o cinema brasileiro e por filmes do comediante Oscarito.
Ao lembrar a escolha da faculdade, Tony Ramos diz que ficou dividido entre arquitetura e direito, mas percebeu que não se identificava com a segunda opção depois de ser aprovado. “Eu falei: ‘não, não tô convencido disso’”, recorda.
Naquele momento, a carreira artística já preenchia boa parte de sua rotina.
Ele conta que, aos 15, 16 e 17 anos, estava em plena atividade profissional e que o trabalho também garantia seu sustento.
Ainda assim, não queria deixar de lado a formação acadêmica.
Para continuar na profissão antes dos 18 anos, precisou da autorização da mãe. Ela respeitou a vontade do filho de trabalhar como ator, mas fez um pedido: que ele nunca deixasse de ler e estudar.
“O teu sonho é teu sonho, respeito, mas prometa a mim nunca deixar de ler e estudar”, relembra.
Segundo ele, prometeu atender ao pedido da mãe.
Depois de desistir de direito, Tony Ramos começou a cursar filosofia na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).
Essa graduação também não foi concluída: uma oportunidade de participar de uma peça teatral o levou a trancar a matrícula para se dedicar ao trabalho artístico.
Mesmo assim, a interrupção dos estudos não representou o abandono do aprendizado.
Leitura e estudo como companhia
Ao orientar os vestibulandos, o ator afirma que a educação deve acompanhar as pessoas ao longo de toda a vida e que a leitura é uma parte importante desse processo.
“Eu brinco sempre: não basta dar um Google, tem que ler. Lembrem-se, estudar é ter companhia”, declara Tony.
Na visão dele, o conhecimento também amplia a imaginação e deixa a vida mais rica.
Para os jovens que escolhem uma profissão e se preparam para disputar uma vaga na universidade, Tony Ramos recomenda persistência e confiança nos próprios objetivos.
“Não desanimem, continuem procurando porque a vida com estudo ela fica muito mais rica, preenchida, por mais que nossos sonhos demorem a acontecer, mas eles acontecem quando há um bom propósito em mente”, afirma.
Com informações de Lucas Leite/Folhapress







