As lágrimas que umedecem o papel não trazem apenas o peso da dor, mas o alívio silencioso de quem aceita a impermanência. A cada gota que cai e rasga o coração, rasga-se também a ilusão de que tínhamos o controle sobre o tempo, sobre as saudades e sobre as pessoas. Escrever, às vezes, é o único abrigo que resta quando a tempestade interior insiste em transbordar.
No entanto, o fim de uma história nunca é o fim do sentimento. Os amores perdidos renascem através das canções. Eles não morrem; apenas mudam de forma, encontram morada nas notas de uma melodia antiga, no eco de um refrão rasgado ou no silêncio que fica entre uma pausa e outra. A música vira a ponte entre o que fomos e o que sobrou de nós, resgatando afetos que a vida cotidiana tentou apagar.
E quando a poeira finalmente baixa e a mente sossega, a verdade se revela cristalina: nada. Nada deu errado.
Retirar o peso da culpa é o primeiro passo para encontrar a paz. Foi como tinha que ser e como será. Cada encontro, cada despedida, cada verso escrito e cada lágrima derramada cumpriram com precisão o seu papel. Nem todas as histórias foram feitas para durar a vida inteira; algumas nasceram apenas para nos transformar, nos ensinar a sentir e nos preparar para o que ainda está por vir.








lindas e profundas palavras.