O turismo de negócios brasileiro atravessa um momento de expansão e alcança novos patamares de faturamento em 2026. Entre janeiro e setembro, o segmento movimentou R$ 11,07 bilhões, o que representa um novo recorde para o período e um crescimento de 7,41% na comparação com os nove primeiros meses de 2025. Os números traduzem o dinamismo das viagens corporativas e a importância da atividade para setores estratégicos da economia nacional.
Somente em setembro, a movimentação financeira somou R$ 1,31 bilhão, resultado 1,74% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e analisados pelo Ministério do Turismo (MTur).
De acordo com o titular do MTur, Gustavo Feliciano, os resultados deixam claro a capacidade do segmento de estimular investimentos, gerar empregos e ampliar a presença brasileira no circuito internacional de encontros empresariais. O Ceará faz parte desse movimento expressivo, sustentado pela elevada conectividade aérea e pela infraestrutura oferecida ao setor por meio do Centro de Eventos do Ceará (CEC), localizado em Fortaleza, além de uma robusta rede hoteleira e de inúmeras opções de gastronomia.
A capital cearense movimentou cerca de R$ 589 milhões com o turismo de eventos apenas no primeiro semestre deste ano, considerando os gastos de visitantes que vieram à cidade para participar de congressos, feiras, eventos esportivos, seminários e workshops. A estimativa foi elaborada a partir de eventos pesquisados pelo Visite Ceará.
Fortaleza se destaca entre as capitais nordestinas pela ampla oferta de serviços turísticos
“O turismo de negócios gera empregos qualificados e atrai investimentos diretos em todo o País. O recorde registrado no acumulado do ano, e também em setembro, mostra que o Brasil voltou ao radar dos grandes eventos globais e das feiras corporativas. Seguiremos trabalhando para aprimorar a infraestrutura dos nossos destinos e melhorar, cada vez mais, a conectividade, de modo a consolidar o patamar que alcançamos este ano, em que temos registrado os maiores números da história do turismo brasileiro”, afirmou Feliciano.
Aviação e hotelaria na liderança
Os serviços aéreos seguem como principal motor econômico das viagens corporativas. De janeiro a setembro, o segmento respondeu por cerca de 60% de toda a receita, chegando a R$ 6,64 bilhões, uma expansão de 11% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A hotelaria também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 3% e faturamento de R$ 3,27 bilhões, acompanhando a procura por hospedagens ligadas a compromissos profissionais, congressos, convenções e eventos empresariais.
Outros serviços registraram avanços percentuais expressivos. O seguro-viagem cresceu 71%, movimentando R$ 32 milhões, enquanto o segmento de transfer teve expansão de 26%, com receita de R$ 52,5 milhões. No recorte exclusivo de setembro, o transporte aéreo faturou R$ 794,8 milhões, alta de 6,4% na comparação anual.
O transporte rodoviário também se destacou, com expansão de 19% e movimentação de R$ 6,64 milhões no mês. O levantamento mensal da Abracorp acompanha o desempenho de 11 segmentos vinculados às viagens corporativas, oferecendo um panorama da evolução do mercado e de seus impactos sobre a cadeia de serviços.
Turismo internacional em alta
O desempenho do setor corporativo acompanha um cenário de expansão do turismo brasileiro em 2026. Dados divulgados na segunda-feira (26) apontam que os gastos de visitantes internacionais no país alcançaram US$ 8,38 bilhões, equivalentes a R$ 45,6 bilhões, entre janeiro e setembro.
O montante representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025, quando os turistas estrangeiros movimentaram US$ 7,61 bilhões, aproximadamente R$ 41,4 bilhões. A combinação entre o avanço das viagens de negócios e o aumento das receitas vindas do turismo internacional evidencia a importância crescente da atividade para a economia brasileira.
Com maior movimentação financeira, demanda por serviços especializados e oportunidades para o mercado de eventos, o setor reforça seu papel na geração de negócios, na atração de investimentos e no fortalecimento da posição do Brasil como destino de turismo e encontros corporativos.







