Dentro de suas atribuições legais, a Polícia Federal atua na prevenção e repressão de crimes eleitorais, bem como na apuração de fatos de competência da Justiça Eleitoral ao longo das Eleições Gerais de 2026.
No próximo domingo (25/10), quando ocorre o segundo turno, a PF seguirá mobilizada em todo o território nacional para atender ocorrências relacionadas às suas atribuições, em articulação com a Justiça Eleitoral e com os outros órgãos que participam da segurança do pleito.
A atuação da Polícia Federal em matéria eleitoral abrange diferentes áreas da instituição, conforme a natureza de cada ocorrência, e inclui atividades de polícia judiciária, inteligência, combate a crimes cibernéticos e perícia criminal.
Dados de 2026
Até as 8h desta quarta-feira (21/10), a Polícia Federal havia instaurado 1.538 inquéritos policiais ligados a crimes eleitorais no decorrer de 2026. Na mesma data, 2.429 inquéritos estavam em andamento.
Nesse período, 89 operações relacionadas a crimes eleitorais foram deflagradas.
As investigações incluem casos de violência política de gênero e raça. Até 21 de outubro, havia 102 inquéritos em andamento relativos ao crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral, dos quais 85 foram instaurados em 2026.
O valor total dos bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais chegou a R$ 51,6 milhões, sendo aproximadamente R$ 31,6 milhões em dinheiro em espécie.
Os números são dinâmicos e podem ser alterados em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.
Comunicação de possíveis crimes
O cidadão que souber de possível crime de competência da Polícia Federal pode enviar informações pelo Comunica PF, disponível no site da instituição, ou comparecer presencialmente a qualquer unidade da Polícia Federal.
Para que a informação seja analisada com mais agilidade, é importante fornecer o maior número possível de detalhes: quem praticou a conduta, o que aconteceu, quando e onde ocorreu e, sempre que houver, elementos que possam contribuir para a apuração.
Documentos, fotografias, vídeos, áudios, mensagens e outros registros sobre o fato podem auxiliar na análise. Em ocorrências no ambiente digital, é importante preservar os elementos disponíveis, como capturas de tela, e-mails, áudios, mensagens e informações sobre os perfis ou conteúdos envolvidos.
As informações recebidas são analisadas pela autoridade competente para verificar se existem indícios da prática de crime e para a adoção das providências cabíveis.
Crimes no ambiente digital
A atuação da PF também abrange possíveis crimes eleitorais cometidos no ambiente digital, quando estiverem presentes os requisitos legais para sua atuação.
Situações que envolvem conteúdos produzidos ou manipulados com auxílio de inteligência artificial, como imagens, vídeos ou áudios, são analisadas conforme as circunstâncias de cada caso e a eventual existência de indícios de crime.
O uso de inteligência artificial ou a circulação de determinado conteúdo, de forma isolada, não caracteriza necessariamente ilícito penal. Eventuais medidas investigativas ou judiciais são adotadas de acordo com a legislação aplicável e as características de cada caso.
A Polícia Federal continuará mobilizada durante o segundo turno para cumprir suas atribuições legais e atender as ocorrências de sua competência.






