O Brasil abriga centenas de espécies de abelhas sem ferrão, como jataí, uraçu e mandaçaia. Elas são responsáveis pela polinização de plantas nativas e de cultivos importantes, entre eles café, açaí, maracujá e tomate.
O desmatamento, o uso intensivo de agrotóxicos e a perda de áreas de floração reduzem as colônias ano após ano. Sem abelhas, a produtividade agrícola cai e a reprodução de muitas árvores fica comprometida, afetando cadeias inteiras da natureza.
A meliponicultura, criação racional dessas abelhas, cresce no país como atividade de renda e de conservação. O mel produzido por elas tem sabor diferenciado, valor de mercado elevado e pode ser obtido em caixas instaladas até em quintais urbanos.
Pequenas atitudes fazem diferença. Cultivar flores nativas, evitar inseticidas no jardim e não destruir ninhos encontrados em muros ou árvores são formas simples de contribuir para a sobrevivência desses insetos.
Escolas e universidades têm promovido oficinas de identificação e criação de abelhas nativas. Muitas espécies são dóceis e podem ser manejadas com segurança por crianças, sob orientação adequada.
A preservação desses insetos depende de uma mudança de olhar sobre o campo e a cidade. Paisagens com mais flores, menos veneno e mais vegetação nativa beneficiam as abelhas, a agricultura e a mesa de todos.







