Dinamarca afirma que exploração dos EUA na Groenlândia precisa respeitar a legislação
O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca declarou nesta quarta-feira que, caso os Estados Unidos desejassem explorar os recursos da Groenlândia, precisariam fazê-lo dentro do marco legal da ilha ártica. O órgão acrescentou que o acordo firmado no mês passado entre as três partes não alterou essa situação.
Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que uma “exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais” estava prestes a começar na Groenlândia. A declaração é polêmica porque o território tem resistido às tentativas dele de exercer controle sobre a região e proibiu novas perfurações em busca de petróleo bruto.
Acordo de segurança e declarações de Trump
Trump descreveu a ilha ártica dinamarquesa, governada por uma administração semiautônoma, como “nossa nova e bela Groenlândia” em uma publicação nas redes sociais. Na postagem, ele elogiou o que chamou de ganhos dos EUA obtidos com um acordo de segurança assinado em setembro.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca afirmou que “o acordo não concede aos investidores dos EUA qualquer tratamento preferencial em comparação com investidores de outros países da Otan, da União Europeia e de parceiros da Otan no que diz respeito ao acesso aos recursos naturais da Groenlândia”.
Reações na Groenlândia
O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia recusou-se a comentar a declaração de Trump, enquanto o Ministério de Recursos Minerais da Groenlândia não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.







