Os países que fazem parte da Agência Internacional de Energia (IEA) já liberaram aproximadamente 325 milhões de barris de petróleo e seus derivados de reservas de emergência. Esse volume representa mais de 80% dos 400 milhões de barris anunciados em março para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o abastecimento global.
Esses dados foram divulgados em um comunicado pela IEA na última sexta-feira. O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, apresentou as informações durante uma reunião por videoconferência do G7, convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. O acordo inicial foi ratificado em 11 de março pelos 32 membros da IEA.
Com as pressões sobre o mercado de energia, o encontro resultou em uma nova ação coordenada. O G7 anunciou a liberação adicional de 100 milhões de barris, com início imediato e distribuição ao longo de quatro meses. O plano prevê que uma quantidade significativa de diesel seja disponibilizada já nos primeiros 20 dias, contando com a participação dos membros do grupo e de países aliados.
A liberação de novas reservas faz parte de um conjunto mais amplo de estratégias para aumentar a oferta e minimizar os riscos de desabastecimento. Os governos se comprometeram a evitar restrições nas exportações de energia entre os membros do G7 e a coordenar os períodos de manutenção das refinarias, para impedir paradas simultâneas. O plano também contempla, sempre que viável, o aumento temporário da produção.
Oferta de diesel continua pressionada
De acordo com Birol, as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio apresentaram uma recuperação significativa, porém o fluxo de derivados permanece severamente restrito. Os ataques ucranianos a refinarias russas estão agravando a situação do diesel, conforme afirmou o diretor da IEA.
O G7 solicitou à agência que monitore os impactos das medidas e elabore um relatório em até 20 dias. Os países discutirão também possíveis liberações adicionais de diesel, conforme as necessidades do mercado.
+ Saiba mais sobre Mundo em Oeste
O G7 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, formando um fórum de cooperação em temas de economia, energia e segurança internacional. A União Europeia também participa das reuniões. As decisões do grupo são compromissos políticos entre seus integrantes, sem força de lei sobre outros países.







