Os líderes do G7 comunicaram, nesta sexta-feira (2), um conjunto articulado de ações para reduzir a instabilidade nos mercados energéticos. Entre as medidas, está a liberação de 100 milhões de barris de reservas estratégicas durante quatro meses, com início imediato e atenção especial ao diesel nos primeiros 20 dias.
Por meio de comunicado divulgado depois de uma reunião virtual, o bloco declarou que coordenará os calendários de manutenção das refinarias para impedir paradas simultâneas e, quando viável, aumentará temporariamente o uso das instalações.
O grupo também solicitou que nações com elevada capacidade de refino expandam a fabricação de derivados, especialmente o diesel. Além disso, o G7 informou que se reunirá novamente, no contexto da AIE (Agência Internacional de Energia), nos próximos dias para examinar novas liberações desse combustível.
Os líderes reforçaram o compromisso de não aplicar barreiras às exportações de energia entre os membros do grupo e pediram que outros produtores evitem iniciativas que elevem a tensão no mercado. A AIE ficará responsável por acompanhar a execução do pacote e, no prazo de até 20 dias, apresentar recomendações que contemplem a reposição das reservas.
Segurança e navegação no Estreito de Ormuz
O G7 igualmente condenou os ataques do Irã a países da região e demandou o restabelecimento “imediato e pleno” dos direitos de navegação no Estreito de Ormuz. O grupo reconheceu os esforços dos Estados Unidos para assegurar o livre fluxo comercial na rota e afirmou que manterá as sanções contra a Rússia em razão dos sucessivos ataques à Ucrânia.
Em um vídeo divulgado simultaneamente no X, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que mais de três quartos dos volumes que circulavam antes do conflito já voltaram a escoar por Ormuz e pelo corredor de Yanbu, no Mar Vermelho.
De acordo com Macron, o tráfego no estreito vem sendo retomado dia após dia, embora ainda não tenha alcançado 100%, e há iniciativas para fortalecer a segurança da rota.
Macron afirmou que o G7 também atuará para possibilitar o retorno das seguradoras aos navios petroleiros e diminuir os custos de transporte, em coordenação com as nações do Golfo. O presidente francês acrescentou que as ações diplomáticas seguem em curso para alcançar um entendimento ou um marco consensual sobre o tráfego em Ormuz.






