O início do Mesa Para Um

A origem do grupo, de acordo com o relato de seu próprio fundador.

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Depoimento de Renan Marcel, idealizador do grupo Mesa Para Um.

Este relato poderia se limitar a algumas datas e marcos da fundação do grupo Mesa para Um, mas isso deixaria de lado um aspecto fundamental do processo: o percurso. Refiro-me a isso porque cada pessoa, independentemente do contexto, carrega consigo uma história, construída por um caminho não apenas físico e temporal, mas também qualificado. Portanto, convido você, leitor e provável jogador, a conhecer a trajetória de quem vos escreve e a revisitar, ao mesmo tempo, a própria história. É claro que tentarei ser mais direto do que seria em outra situação. Contudo, se preferir apenas essas informações, pode ir diretamente à parte final do texto, pois aqui me comprometo a narrar tão somente como se deu a criação do grupo Mesa para Um. Caso julgue relevante, posso, em conjunto com os membros do MP1, construir um texto sobre a comunidade Mesa para Um que se forma diariamente.

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Ao cogitar escrever este texto, a primeira lembrança associada ao universo dos jogos de tabuleiro que me surgiu foi a do jogo Scrabble, apresentado em um aniversário de uma conhecida, realizado em um bar, provavelmente em 2009. No entanto, seria injusto apagar minhas primeiras memórias ligadas aos jogos, que provavelmente ocorreram até 1994, antes dos meus cinco anos, quando minha mãe trouxe, em ocasiões distintas, dois jogos comprados em feira. O primeiro era o jogo do Mico, um jogo de cartas com provável mecânica de memória; o outro, uma caixinha magnética dobrável com dois tabuleiros: um clássico para damas ou xadrez e outro para um jogo de caminhos e escadas, possivelmente um roll and move. Assim se iniciava o cenário dos jogos solo em minha vida. Durante a infância, conheci clássicos como Jogo da Vida, Banco Imobiliário, War e Detetive, embora nenhum deles me agradasse de fato.

Após o episódio do Scrabble, adquiri minha cópia em uma loja de brinquedos de um shopping center e, sem dúvida, dei início à minha jornada como divulgador e incentivador dos jogos na vida das pessoas. Em toda oportunidade, apresentava o jogo a amigos, familiares, conhecidos e, muitas vezes, a desconhecidos que se deparavam com a partida enquanto ela acontecia. Menciono esse momento porque essas experiências consolidavam uma das máximas de que “jogos de tabuleiro são jogos sociais”. Não posso deixar de incluir a experiência com The Resistance, cuja ideia foi apresentada por amigos da faculdade. Confeccionávamos com papel e caneta nosso próprio jogo a cada reunião, finalizando com horas de debates e partidas quase intermináveis. Cerca de um ou dois anos depois, esses amigos me convidaram a conhecer a Ludus Luderia, onde tive contato com Carcassonne, Robo Rally, I’m the Boss, Saboteur e Citadels. Certamente, Citadels foi o jogo que transformou meu universo dos jogos de tabuleiro. Naquela época, os jogos não estavam tão difundidos no Brasil, e conseguir uma cópia de Citadels não foi simples. Felizmente, um amigo conseguiu importá-la e, em um grupo de quatro amigos, dividimos todos os custos. Essa cópia foi mais do que bem aproveitada, já que boa parte dos finais de semana, durante bons anos, eram preenchidos com inúmeras partidas de Citadels. Nesse ínterim, voltei à Ludus, conheci outros jogos como Catan e Ticket to Ride e, junto com meu grupo, construímos uma ludoteca compartilhada, ainda com poucos títulos, a partir de presentes de aniversário.

A primeira imagem do grupo. O mascote também ainda não tinha nome.

Outra reviravolta ocorreu em 2015, quando conheci o jogo Smash Up, que “explodiu” minha mente e, por consequência, ampliou minha vontade de descobrir novos títulos, gerando também um consumismo desenfreado e o crescimento da coleção. Essa foi uma fase bastante proveitosa, pois praticamente todos os finais de semana eu me reunia com grupos de amigos para jogar, e esse era o foco dos encontros. Cabe comentar que, se por um lado era muito divertido jogar com frequência, por outro eu havia me tornado alguém um tanto inconveniente, querendo apresentar os jogos a qualquer pessoa, mesmo em contextos inadequados. Havia também outros grupos com os quais eu jogava durante a semana. Ainda que a frequência de alguns grupos tenha diminuído a partir de 2018, outros supriam minha necessidade de jogar. Costumávamos nos encontrar na casa do Caio, um dos meus melhores amigos, que sempre procurava manter o encontro quando os demais participantes precisavam cancelar. No entanto, a experiência de jogar em dois era muito frustrante para mim, ainda que ele já tivesse me apresentado Hive e Jaipur, excelentes jogos exclusivos para dois. Lembro do anúncio de Schotten Totten pela antiga Redbox e meu pensamento foi: “Por que alguém compraria um jogo para dois jogadores, ainda mais um jogo que parece baralho?”. Sim, eu hasteava a bandeira de que os jogos modernos eram jogos sociais e, para mim, só existiam se tivessem mais de duas pessoas jogando.

Para não afirmar que nunca havia vivenciado nada solo nesse período, eu costumava ser um dos responsáveis por aprender e apresentar os jogos aos grupos. Para me familiarizar com as regras, acabava simulando parte de uma partida com mais de um jogador. Além disso, cheguei a completar algumas partidas de Forbidden Island e Robinson Crusoé, mas com o intuito de assimilar melhor o desenvolvimento do jogo. Para mim, não era um problema fazer isso, pois apesar de estar sozinho, controlava mais de um personagem e, por se tratar de uma simulação, não considerava como jogo solo. Outro incômodo que me acompanhava dizia respeito aos decks de automa, como o do Viticulture, cuja existência não fazia o menor sentido para mim.

Infelizmente, em 2020 vivemos o cenário da pandemia e, por morar sozinho, fiquei bastante tempo sem jogar. Tentei jogar digitalmente, mas não consegui. Cogitei abandonar por completo o universo dos jogos de tabuleiro e vender todos os meus jogos, mas eles carregavam tantas boas lembranças, sobretudo das pessoas, que acabei desistindo da ideia. Não joguei uma única partida solo, pois essa ideia era inconcebível até então. Dois anos depois, em 2022, voltei regularmente a um grupo, mantendo a frequência de pelo menos um encontro por semana. Porém, pouco menos de dois anos depois, o Caio, anfitrião da casa onde os encontros aconteciam, mudou-se, e a logística acabou mudando, reduzindo drasticamente a frequência dos encontros.

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O mascote ganhou espaço. Hoje ele é criado livremente pela comunidade e o seu nome, Solano, foi escolhido através de uma votação no grupo de WhatsApp como comemoração de 1 ano do grupo.

Naquele momento, a necessidade de jogar era ainda mais intensa do que durante a pandemia, e muito mais frustrante, pois as pessoas não precisavam mais ficar isoladas em casa, mas eu já não tinha mais meus grupos para jogar. Apesar de continuarmos bastante amigos, os encontros costumavam ser voltados para outras atividades. Além disso, eu já havia conhecido minha atual esposa, que, embora goste de jogos, não tem a mesma necessidade de jogar que eu. Felizmente, tenho uma autopercepção melhor do que antes e não quero voltar a ser aquela pessoa inconveniente que enxerga qualquer situação como oportunidade de jogar. Então, consumindo conteúdo de jogos de tabuleiro em vídeos no YouTube ou podcasts no Spotify, acabei me deparando novamente com o universo dos jogos solo. Diferentemente das outras vezes, em que eu havia dito não, decidi tentar.

Minha primeira partida solo oficial, registrada em aplicativo, aconteceu em julho de 2023 com o jogo The Red Cathedral, o primeiro Automa que enfrentei, Ivan, o Terrível. Depois de três meses, permiti-me comprar Palm Island, um jogo bastante direcionado para o solo, e em janeiro de 2024 decidi adquirir O Legado de Yu, um jogo exclusivamente solo. Ainda nesse mês, fiz uma partida solo de Muralhas de Adriano, pois pouco tempo antes havia jogado em dupla com um amigo, mas o AP dele me incomodava demais; e o jogo, por ser considerado um “multiplayer solitário”, já se desenhava em minha mente como uma possibilidade de jogá-lo sem a necessidade de outra pessoa.

Em síntese, janeiro de 2024 se configurou como um momento decisivo para que eu me reconhecesse como jogador solo. A partir daí, minha relação com os jogos de tabuleiro mais uma vez se transformou, sobretudo de maneira bastante saudável, pois não preciso mais depender de ninguém para suprir meu desejo de jogar. O Gambiarra Board Games é um podcast que acompanho regularmente desde 2022 e, em um dos episódios mais voltados para o jogo solo, Gustavo, o host, comentou sobre a lacuna do cenário solo no Brasil e que, se alguém tivesse intenção de criar conteúdo, essa poderia ser uma boa porta de entrada. Fiquei com aquilo na cabeça, pois em 2017 tentei criar, com um dos grupos, um canal no YouTube, bem como montar um negócio com jogos de tabuleiro, mas ambas as tentativas foram frustradas. Dessa vez, eu não dependeria de mais ninguém e tinha o desejo de vivenciar os jogos para além do ato de jogar.

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Atualmente o grupo conta com mais de 600 pessoas no WhatsApp e 14 administradores.

Percebendo a dificuldade de encontrar material e espaço para discutir os jogos solo no Brasil, em junho de 2024 cogitei criar um grupo de WhatsApp dedicado ao assunto, sendo bastante incentivado pela minha companheira. Passei bastante tempo pensando em um nome para o grupo, já com a intenção de construção de comunidade, e somente dois anos depois percebi que posso ter sido influenciado por um canal gringo de YouTube, também voltado para o cenário solo de jogos de tabuleiro, chamado Tabletop for One. A criação do grupo Mesa para Um (hoje MP1) ocorreu em 14 de junho de 2024 e o divulguei em diversos grupos de jogos de tabuleiro, a grande maioria voltada para compra, venda e troca. No início, pouquíssimas pessoas se tornavam membros do Mesa para Um e eu fazia questão de responder TODAS AS MENSAGENS, tentando, por um lado, criar um senso de pertencimento nas pessoas e, por outro, com medo de que elas saíssem do grupo, o que consolidaria, mais uma vez, o fracasso de mais um projeto meu de jogos de tabuleiro. Felizmente, pouco mais de dois anos de Mesa para Um, o grupo se mostra estável, bem consolidado e contribuindo para os jogos de tabuleiro no Brasil e no mundo, sobretudo o cenário solo. Com o tempo, novas pessoas foram agregadas como administradores, pois sozinho eu já não conseguia dar conta. Por fim, tempos depois, o grupo expandiu para iniciativas de podcast, mídia escrita, Instagram e estamos trabalhando para ampliar cada vez mais as possibilidades e a visibilidade do jogador solo.

Procurei apresentar aqui os principais fatos e percalços que vivenciei para conceber o Mesa para Um. Vejamos o que alguns colegas, também membros da iniciativa de mídia escrita do MP1, têm a dizer sobre suas próprias trajetórias.

Primeiras lembranças e experiências solo com jogos

Arruda: No comecinho dos anos 90, além de xadrez e ludo, o saudoso Castelo do Terror, Explosão (da Estrela) e Piratas Voadores foram jogos marcantes para mim. Também havia um jogo de trilha horroroso em que se encaixava um tabuleiro verde, quase todo verde e até grandão (de três partes), com piratas indo atrás de um baú naquele velho esquema de avance 3 casas, jogue de novo, perca 1 rodada. Numa espécie de segunda onda, veio HeroQuest em 1995 (o primeiro Zombicide, mesmo que tecnicamente não seja isso) e Magic: The Gathering em 1997, com direito a montar “decks” da caixa de sapato de um amigo. Em relação ao solo, acredito que tentei, sem sucesso, jogar HeroQuest sozinho e pensava que deveria haver uma forma de o mapa/dungeon se formar sozinho; ou seja, de forma pueril, eu queria um automa e nem sabia. Vejam só! Também em termos de solo, os livros-jogos da série Fighting Fantasy, nas antigas, com lombada verde, acredito que por serem de primeira edição.

Gurian: De jogos analógicos em geral, na infância com Jogo da Vida, War, Detetive, Dinheiro do Mês, Cara a Cara, além dos clássicos Dama, Trilha, Ludo e afins. Já o modo solo, apenas quando conheci os jogos modernos — e logo no meu primeiro jogo adquirido, que conheci (entrei no hobby sozinho, guiado pela curiosidade de ver jogos em uma livraria). Elder Sign foi o meu primeiro jogo (ainda o tenho com muito carinho até hoje) e poder jogar algo analógico sozinho representou uma revolução no que eu sabia sobre jogos de papelão e plástico.

Dheyrdre: Aquele clássico de muita gente, Banco Imobiliário. Nossa, eu achava o máximo os dinheirinhos. Sempre fui muito no meu cantinho, então não conseguia interagir tanto com as outras crianças, e o jogo virava mais um “brinquedo” na minha mão. Jogo solo, foi algum livro-jogo com certeza, mas a primeira vez que o jogo solo me conquistou foi com 4 Against the Darkness. Coincidentemente, também é um livro e jogo, mas não um livro-jogo. 😅 Eu desenho pessimamente, mas amo jogos que desenham. No solo, chega a ser terapêutico.

A importância dos jogos ao longo do tempo

Arruda: Importantes sempre foram, enquanto distração e atividade de infância, mas sempre no meio de muita coisa que se faz como pirralho e pré-adolescente. Tomando forma de hobby mesmo, foi em 2014. Aquela fase maravilhosa das descobertas, do encantamento com o microverso e a “história” contada em cada caixa.

Gurian: Quando percebi que, além da diversão em família, eles possibilitariam novas amizades. Quando comprei meus primeiros jogos (Elder Sign, Munchkin Cthulhu e Summoner Wars no mesmo dia, na saudosa loja SpellBox no bairro de Moema, em São Paulo), joguei muito com minha namorada e em família. Um dia, no Facebook, achei um grupo de trocas sem querer. Aí a coisa mudou.

Dheyrdre: Em sua essência, quando me mudei para a cidade grande e os jogos me trouxeram amigos com interesses em comum. Eu era a criança com gostos estranhos e era difícil achar quem gostasse das mesmas coisas que eu na roça. E a parte do colecionismo que você pode mexer e remexer. Jogos de tabuleiro, diferente das outras coleções que tenho, não ficam apenas parados embelezando a estante como uma estátua, nem você joga uma vez como um gibi e só volta depois de aaaaaaaaaaaanos. Acho que por isso os dados e baralhos são tão apelativos para mim: dá para colecionar e usar.

(Não é crítica, é conhecimento de causa, coleciono ambos.)

Dificuldades na trajetória como apreciador e jogador de jogos de tabuleiro modernos

Arruda: Alinhar gostos com o meu irmão, que sempre foi mais ameri enquanto eu sempre fui mais abstrato/euro. Encontrar grupo dei sorte, pois ao vender um jogo para um carinha, ele me indicou o maior grupo de jogadores de Recife; estou lá desde o final de 2017/início de 2018 e aí foi só alegria. Não cair em armadilhas de preços altos e FOMO+HYPE é uma armadilha que, se cochilar, eu caio até hoje hehe.

Gurian: Algumas. Entre elas citaria: a dificuldade em validar e mostrar que não é coisa infantil para amigos e familiares (na época o hobby não era popular como hoje, com famosinho postando em rede social); ego de algumas pessoas no hobby que se achavam muito importantes para o cenário e queriam aplausos e pompas (isso melhorou muito também); saber comprar e quando parar de comprar; e a maior dificuldade, sem dúvidas: encontrar galera para jogar e alinhar agendas. Moro na periferia sul de SP, próximo do Autódromo de Interlagos, e a galera da região que joga é muito escassa. Por muito tempo, a loja mais próxima ficava a quase 1 hora de carro/ônibus.

Dheyrdre: Dificuldade? Ó, que dificuldade! Eu gosto de jogos leves, algumas vezes taxados de bobos, e tenho vergonha de levar esses jogos para amigos mais experientes. Já fiz isso algumas vezes e foi meio blé! Então o solo veio e jogos meus joguinhos sem vergonha.

O despertar para o modo solo

Arruda: Dei uma olhadinha no final de 2018, mas efetivamente foi em 2019 com Wingspan (Euro leve) e Teotihuacan (Euro médio/pesado). Eu simplesmente queria mais e mais partidas e, como eu disse, meu irmão não era tão do euro assim; então eu jogava uma com ele e outras quatro solo, ou nessa proporção. Eu nem fui filho da pandemia, que é a mãe de vários jogadores solo.

Gurian: Apesar de ter gostado muito da experiência solo de Elder Sign, o que eu realmente gostava ainda era a vivência coletiva. Antes da pandemia, cheguei a ter um grupo fixo, firmeza, que jogava todas as sextas. Foi assim por um excelente tempo até… o apocalipse pandêmico. Ali tudo desandou. Foi na pandemia que me vi um jogador solo; inclusive, foi uma das coisas que fez com que meu canal pessoal (Sociedade dos Boards, que existe desde o finalzinho de 2017) iniciasse algumas ações solo, como os concursos de game design.

Dheyrdre: Quando percebi que jogar não é apenas uma atividade social e sim uma experiência única. Existem 1083470202847759501 jogos no mundo, então não dá para agradar a todos (voltando à pergunta acima) e jogo o que quero e gosto quando posso.

O surgimento do Mesa Para Um

Arruda: Por convite do Renan e por afinidades! Muito bom perceber que a comunidade solo, na verdade, é uma das mais fortes, consistentes, apaixonadas e comunicativas que existem. O Mesa flui que é uma beleza todos os dias; é lindo ver que não cai nem lascando no marasmo dos demais grupos. É tão sobre jogos que só há um dia permitido para anúncios e, nesse dia, não deixamos de conversar bastante sobre o que cada um está colocando na mesa. Já teve torneio para eleger o melhor solo (Final Girl e Cascadia, só para constar), tem desafios solo onde se monta um mural de scores, tem podcast, tem a p***a toda no grupo hehe. A mesa é para um, o grupo é para todos!

Gurian: Quando, em uma troca como qualquer outra, conheci o Renan em 2024. Ele estava iniciando o grupo; se não me engano, nem nome oficial tinha, só um sonho e muita boa vontade. Acabei sendo convidado como admin e gostei muito, afinal o Sociedade dos Boards surgiu despretensiosamente mais ou menos da mesma forma (um contato de troca, ser chamado para admin e, algum tempo depois, muitos projetos incríveis!). E aqui estamos. S2

Dheyrdre: Não sei nem mais a linha do tempo em que o Mesa para Um não existe. Parece que sempre estive lá. MP1 é um grupo mega acolhedor e inclusivo. Um cara trans (como eu) não acha nenhum vestígio de discriminação. Problemas são resolvidos na conversa e amizades são criadas na zoeira.

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