Em 2026, o Espírito Santo atingiu sua melhor colocação histórica no Pilar Inovação do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ficou em 7º lugar no país e em 2º no Sudeste. Conforme Rodrigo Varejão, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), o resultado reflete o amadurecimento do sistema capixaba de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) ao longo dos últimos anos.
Desempenho no ranking e avanços do sistema capixaba
O desempenho não se limita ao indicador de inovação. Na classificação geral, que reúne 10 pilares e 100 indicadores, o Espírito Santo subiu da 7ª para a 5ª colocação nacional. No Pilar Inovação, o avanço está relacionado a fatores como o aumento dos investimentos em bolsas de mestrado e doutorado, a expansão dos ambientes promotores de inovação e o crescimento do número de patentes concedidas no estado. “Nos últimos 8 anos, o nosso sistema de CT&I deixou de ser incipiente e segue uma trajetória consistente de amadurecimento”, afirma Varejão.
Para o diretor-presidente, a evolução também está ligada às políticas de fomento à pesquisa e ao empreendedorismo inovador. A atuação da FAPES envolve desde a oferta de bolsas até o fortalecimento de ambientes que apoiam novos negócios e o financiamento de empresas de base tecnológica. “O fomento realizado pela FAPES teve impacto direto tanto na oferta de bolsas de pesquisa quanto no fortalecimento dos ambientes promotores de inovação, essenciais para apoiar iniciativas de empreendedorismo inovador”, explica.
Nesse ecossistema, as incubadoras têm papel estratégico por aproximarem pesquisa, empreendedorismo e mercado. Um exemplo é o Edital FAPES nº 23/2026, que prevê apoio financeiro a incubadoras capixabas. A proposta é oferecer estrutura e orientação a empreendedores durante as etapas iniciais de desenvolvimento de seus negócios. “As incubadoras integram o conjunto de ambientes promotores de inovação e desempenham papel fundamental no apoio a ideias inovadoras, desde seu desenvolvimento inicial até a estruturação do primeiro negócio”, destaca Varejão.
O resultado também coloca o Espírito Santo em posição de destaque no cenário regional. Para Varejão, o segundo lugar entre os estados do Sudeste mostra que o estado avançou em ritmo superior ao de outras unidades da região, especialmente na formação de pesquisadores, na ampliação dos ambientes de inovação e na geração de propriedade intelectual. “Mais do que uma melhora isolada de posição, o resultado de 2026 mostra que o Espírito Santo avançou em ritmo superior ao de outros estados, o que reforça a competitividade do ecossistema capixaba”.
Manter esse desempenho, porém, depende de continuidade. O Governo do Estado anunciou em 2026 um plano de dez anos para a ciência, tecnologia e inovação, alinhado ao Plano ES 500 Anos. A estratégia prevê tanto a manutenção do fomento às atividades que sustentam o sistema quanto investimentos de longo prazo voltados à cooperação entre instituições acadêmicas e empresas e à transferência de tecnologia.
Para Varejão, esse planejamento será determinante para transformar o resultado atual em uma trajetória duradoura. “A consolidação desse avanço depende de uma estratégia de longo prazo que assegure a continuidade do fomento à inovação.” A perspectiva é que, com a manutenção dos investimentos e o fortalecimento das conexões entre pesquisa, empresas e novos negócios, o estado amplie sua capacidade de transformar conhecimento científico em tecnologia, produtos e soluções.







