As tramas televisivas também costumam abrir espaço para debates sobre cuidado e bem-estar dos animais. Em Quem Ama Cuida, Maria Antonieta, a cachorrinha de Pilar Brandão, vem chamando a atenção do público.
Vivida por Meg, uma cadela da raça maltês, a personagem apresenta características que costumam ser associadas ao albinismo. A presença da pet na novela ainda desperta dúvidas sobre essa condição e sobre os cuidados que ela exige.
Nem todo cão branco é albino
A pelagem branca integra o padrão da raça maltês. Sendo assim, a cor dos pelos, analisada de forma isolada, não basta para identificar o albinismo.
A avaliação leva em conta a pigmentação da pele, das mucosas, do focinho, das pálpebras e dos olhos. De acordo com Gustavo Jorge Gonçalves, médico-veterinário da WeVets, o albinismo é uma condição genética relacionada à produção reduzida ou ausente de melanina.
Esse pigmento atua na coloração e na proteção do organismo. Por esse motivo, apenas a aparência do animal não é suficiente para confirmar a condição.
“Nem todo cão branco é albino. No maltês, essa diferenciação exige ainda mais cuidado porque a pelagem clara já é uma característica da raça. O diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência ou por fotografias”, explica o médico-veterinário.
Quais cuidados são necessários?
A quantidade reduzida de melanina pode tornar a pele mais suscetível à radiação ultravioleta. A condição também pode elevar a sensibilidade dos olhos à luminosidade.
Os cuidados mudam conforme cada animal. Entre eles estão evitar a exposição prolongada ao sol e acompanhar possíveis alterações na pele e nos olhos.
“Vermelhidão, feridas, descamação, incômodo com a claridade, lacrimejamento ou mudanças nos olhos precisam ser avaliados. Animais com pouca pigmentação podem exigir uma rotina de prevenção mais específica, principalmente em regiões do corpo com menos pelos”, afirma o veterinário.
O uso de protetor solar também demanda orientação profissional. Produtos feitos para humanos podem conter componentes inadequados para cães, sobretudo porque os animais podem lamber as áreas em que o produto foi aplicado.
Cuidados com cães de baixa pigmentação
- Evitar exposição prolongada ao sol, principalmente nos períodos de maior radiação;
- Observar focinho, orelhas, pálpebras, barriga e regiões com menos pelos;
- Procurar atendimento diante de vermelhidão, feridas ou alterações persistentes;
- Acompanhar lacrimejamento, sensibilidade à luz e mudanças nos olhos;
- Usar somente protetor solar indicado por médico-veterinário;
- Manter consultas periódicas para avaliação da pele e da saúde ocular.
A presença de Meg na novela também reforça que diferenças de aparência podem estar ligadas a condições que exigem acompanhamento ao longo da vida.







