O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) apresentou denúncia contra os dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e Nathan Laranja Roeder Holz por três lesões corporais sofridas por pacientes durante a realização de procedimentos. O casal é acusado de exercício ilegal da medicina, resultando em complicações graves e gravíssimas.
De acordo com o MPES, eles executaram atividades típicas da medicina sem a devida qualificação, o que causou os danos às vítimas. O órgão ministerial solicitou, ainda, que Mariana e Nathan fiquem proibidos de deixar o país sem autorização judicial.
Mariana e Nathan atuam no Instituto Laranja. Segundo informações publicadas nas redes sociais da clínica, o espaço oferece procedimentos estéticos como botox e preenchimentos. O instituto também promove mentorias, chegando a utilizar pacientes como “modelos”.
Mariana é influenciadora digital e usa suas plataformas para divulgar o trabalho como professora da pós-graduação oferecida pelo instituto e como mentora da técnica de fio de PDO. Esse método utiliza fios cirúrgicos para estimular a produção de colágeno e proporcionar efeito lifting na pele.
Nas biografias das redes sociais, Mariana se apresenta como especialista em Harmonização Orofacial e Ortodontia. Nathan também se declara especialista em Harmonização Orofacial e professor de pós-graduação, compartilhando imagens de “antes e depois” dos procedimentos.
A denúncia requer ainda a suspensão cautelar dos trabalhos estéticos ou cirúrgicos dos dentistas. Em caso de descumprimento, a pena prevista é de R$ 50 mil por cada atendimento ou intervenção realizada sem autorização.
O MPES pede igualmente a fixação de multa para reparação dos danos materiais e morais causados às vítimas.
O Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo foi notificado e deve adotar as providências cabíveis.
Em uma rede social, Mariana afirmou estar sofrendo perseguição e disse que responde somente às acusações que correspondem ao seu nome.
Pronunciamento
Em vídeo publicado nas redes, a dentista relatou não entender o motivo da “perseguição” contra ela e ressaltou que tem milhares de alunos e pacientes que caminham “lado a lado” com ela durante anos. “Esse talvez seja o motivo da perseguição”, declarou.
“E o instituto segue aqui, atendendo os pacientes, formando alunos. Esse é o meu dom. Eu não vou me dar por vencida. Por fim, eu quero agradecer imensamente ao carinho dos alunos, dos profissionais, dos pacientes, que seguem aqui, juntos comigo. Porque sozinha eu sou forte, mas juntos, nós vamos ainda mais longe. Obrigada pelo carinho”, afirmou.







