Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira e fecharam no nível mais alto em quase quatro semanas, refletindo a preocupação dos investidores com o agravamento da crise no Oriente Médio depois que os Emirados Árabes Unidos decidiram suspender todas as transações financeiras e econômicas com o Irã, enquanto o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue lento.
Os contratos futuros do Brent fecharam a US$ 91,62 o barril, com alta de 60 centavos, ou 0,7%. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) subiram 89 centavos, ou 1,1%, encerrando a US$ 85,83 o barril.
Os dois benchmarks fecharam no nível mais alto desde 24 de julho.
“Os futuros do petróleo continuam sendo sustentados pelas tensões geopolíticas que persistem no Oriente Médio, agora com os Emirados Árabes Unidos declarando que cortaram todos os laços financeiros com o Irã devido aos últimos ataques com mísseis”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.
Cenário geopolítico segue no radar
Na terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que não havia negociações em andamento com o Irã e que o Estreito de Ormuz estava aberto. O Irã, contudo, sustentou que a via navegável seguia fechada.
O acordo de cessar-fogo temporário expirou na segunda-feira, e uma alta autoridade iraniana afirmou à Reuters que o país estava adotando uma postura militar “totalmente ofensiva” devido ao impasse diplomático. Não houve relatos de ataques por parte de nenhum dos lados na terça-feira.
O Irã está de olho em alvos militares na Europa caso Trump intensifique a guerra, informou o Financial Times, citando fontes.
Estreito de Ormuz segue no centro das atenções
O mercado de petróleo permanece focado no Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.






