Nova Délhi intensifica a preparação para receber, em setembro, a Cúpula do Brics, com atenção especial para segurança, controle do tráfego, infraestrutura urbana e atendimento médico de emergência nos pontos centrais do evento.
De acordo com a agência Prensa Latina, uma reunião de avaliação sobre os preparativos da capital indiana foi realizada, conduzida pelo vice-governador de Delhi, Taranjit Singh Sandhu, que reforçou a necessidade de execução rigorosa das medidas, com prazos estabelecidos e coordenação entre os órgãos envolvidos.
Segurança e mobilidade estão entre as prioridades
Em publicação nas redes sociais, Singh Sandhu destacou a relevância de Delhi ter sido selecionada como sede da cúpula. O vice-governador determinou o reforço dos protocolos de segurança e a implementação de ações para facilitar a circulação de veículos durante a chegada e os deslocamentos das delegações.
A agenda de preparação também prevê a manutenção de uma infraestrutura cívica sólida e a elaboração de um plano abrangente para emergências médicas. A estratégia deve cobrir os principais locais do encontro e os corredores de trânsito utilizados pelos participantes.
Singh Sandhu afirmou que Nova Délhi está plenamente preparada para proporcionar uma recepção “ordeira, segura e calorosa” aos delegados internacionais.
Organização do evento está em andamento
Antes da reunião na capital, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, comunicou que a organização da cúpula estava em pleno andamento.
A presidência indiana do Brics em 2026 será orientada pelo tema “Construindo para a resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade”. Esta será a quarta vez que a Índia liderará o bloco, após as presidências de 2012, 2016 e 2021.
A última experiência ocorreu durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando o grupo manteve sua agenda de cooperação entre os países participantes.
Brics reúne 11 mercados emergentes
O Brics é composto por 11 relevantes mercados emergentes e países em desenvolvimento: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
O bloco atua como uma plataforma de consulta e cooperação sobre assuntos de relevância regional e global. Entre suas áreas de discussão estão questões contemporâneas, governança política e temas econômicos de interesse internacional.
Em 2025, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã passaram a integrar o Brics como países parceiros.






