Nova espécie de Philodendron da Mata Atlântica é descoberta no Espírito Santo
Uma nova planta típica da Mata Atlântica foi descoberta na Região Serrana do Espírito Santo por Alexandre Magno, mestrando do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e colaborador do Herbário Vies da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O processo teve início com a análise de fotografias na plataforma colaborativa iNaturalist, que compila registros de biodiversidade enviados por usuários. Em seguida, expedições de campo nos municípios de Castelo e Alfredo Chaves permitiram confirmar que a espécie capixaba era inédita para a ciência.
Ciência colaborativa e homenagem
Em suas redes sociais, o pesquisador celebrou o achado:
“É um lembrete de que a ciência é construída por muitas mãos: por pesquisadores, por naturalistas, por horticultores e por pessoas curiosas que observam a natureza e compartilham o que encontram.”
O trabalho foi publicado na revista científica Phytotaxa. A nova espécie recebeu o nome de Philodendron luanae em homenagem à pesquisadora Luana Calazans, especialista da Ufes no grupo botânico Araceae — família que engloba plantas populares como a costela-de-adão e as jiboias.
Perspectivas e histórico
Embora a espécie tenha sido documentada em apenas duas localidades até o momento, a equipe estima que novos exemplares possam habitar regiões capixabas ainda pouco exploradas. Não é a primeira contribuição de Magno para a flora da região: o pesquisador também descreveu anteriormente o Philodendron quartziticola em áreas de conservação conhecidas como morros de sal no estado.
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