Na quinta-feira, os contratos futuros de petróleo registraram mais uma alta, alcançando o maior patamar em dois meses ao ultrapassar a marca psicológica de US$ 100. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio amplia o receio de interrupções nas cadeias globais de suprimento.
Os houthis, que são apoiados pelo Irã, declararam nesta quinta-feira ter atacado dois navios petroleiros sauditas, como parte de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A ação ameaça formar um novo gargalo no abastecimento mundial de petróleo, somando-se ao quase completo fechamento do Estreito de Ormuz promovido pelo Irã.
Paralelamente, as Forças Armadas dos Estados Unidos, sob ordens do presidente Donald Trump, executaram uma nova rodada de ofensivas contra o Irã. Essa foi a 12ª noite seguida de ataques norte-americanos, o que desencadeou novas respostas iranianas.
Por volta das 14h15, os contratos futuros do Brent, referência internacional, apresentavam alta de 7,2%, cotados em torno de US$ 100,87 por barril.
No mesmo horário, os contratos futuros do WTI, referência norte-americana, subiam 6,5%, chegando a US$ 92,52 o barril.
Trata-se da quinta sessão consecutiva de valorização do petróleo, acompanhando o agravamento das tensões no Oriente Médio.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) divulgou, em uma postagem nas redes sociais na noite de quarta-feira, que as forças militares americanas concluíram a 12ª noite consecutiva de bombardeios contra o Irã.
“As forças norte-americanas atacaram alvos militares iranianos, incluindo instalações navais, depósitos de mísseis e drones, postos de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea”, afirmou o CENTCOM em sua conta no X.






