Brasil e China estiveram reunidos em Xangai para o BRICS Plus e a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC 2026), conduzida pelo presidente Xi Jinping, em um evento que se converteu em um marco histórico para a governança da inteligência artificial.
A correspondente da TV 247 na China, Luciana Oliveira, declarou que a WAIC 2026, sediada em Xangai, configura um momento decisivo no campo da regulamentação da IA. Em sua análise veiculada pela emissora, a jornalista ressaltou que a conferência consolidou a liderança chinesa na construção das regras que guiarão o desenvolvimento tecnológico nas próximas décadas.
De acordo com Luciana, o significado do encontro ultrapassa a apresentação de novos sistemas. O evento simboliza a criação de uma nova estrutura internacional para normatizar a tecnologia, tendo como pilares a cooperação entre países, a ética no uso da inteligência artificial e a proteção da soberania nacional diante da expansão das grandes plataformas digitais.
Xi Jinping lidera novo movimento internacional
Na análise exibida pela TV 247, Luciana Oliveira explicou que o presidente chinês Xi Jinping está promovendo uma ampla articulação de cooperação global para definir padrões universais de regulação da inteligência artificial. Conforme a jornalista, a proposição chinesa busca instituir regras comuns para o desenvolvimento, o emprego ético e o compartilhamento de sistemas de IA, oferecendo uma alternativa aos modelos que centralizam tecnologia e poder em poucas empresas ou nações.
Ela enfatizou que a iniciativa também visa resguardar a soberania dos Estados frente aos efeitos geopolíticos da revolução tecnológica. Até o momento, 29 países aderiram ao acordo internacional de governança da inteligência artificial apresentado durante a conferência, número que demonstra o aumento do respaldo à proposta capitaneada por Pequim.
Dilma Rousseff representa o Banco do BRICS
Outro ponto destacado por Luciana Oliveira foi a presença da ex‑presidenta Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do BRICS. Dilma participou da conferência ao lado de Xi Jinping e concedeu uma entrevista exclusiva à equipe da TV 247.
Na avaliação da dirigente do NDB, a rápida disseminação da inteligência artificial torna imprescindível a elaboração de mecanismos internacionais de regulação. Segundo Dilma, a comunidade global precisa estabelecer padrões comuns capazes de mitigar os riscos do uso inadequado da tecnologia e assegurar que seus benefícios sejam repartidos de forma mais equilibrada entre os países.
China assume protagonismo mundial
Para Luciana Oliveira, a conferência representa um ponto de inflexão na disputa tecnológica mundial. Ela afirma que o fórum firma o papel estratégico da China não apenas como potência científica e tecnológica, mas também como protagonista na formulação das normas que definirão o futuro da inteligência artificial.
A jornalista observa que, enquanto diversas nações concentram esforços na corrida por modelos cada vez mais sofisticados, Pequim expande sua atuação também no campo institucional, propondo organismos multilaterais, mecanismos de cooperação e padrões internacionais de governança.
Um novo capítulo da ordem tecnológica
A análise da correspondente da TV 247 dialoga com o conjunto de iniciativas anunciadas durante a WAIC 2026. Além da criação de uma organização internacional dedicada à cooperação em inteligência artificial, a China apresentou um plano de ação global estruturado em oito eixos estratégicos, voltados ao compartilhamento de infraestrutura, desenvolvimento de talentos, ética, segurança e inovação.
Na visão de Luciana Oliveira, esses movimentos tornam a conferência de Xangai um acontecimento histórico, por inaugurar uma nova etapa da governança mundial da inteligência artificial. Mais do que um encontro de empresas e pesquisadores, a WAIC 2026 converteu‑se em um espaço de formulação política e diplomática acerca da tecnologia que moldará a economia, a segurança e as relações internacionais ao longo do século XXI.







