Alguns viajantes buscam carimbos no passaporte, outros preferem pontos turísticos famosos ou praias paradisíacas. Mas Susmita, uma turista americana, viaja para viver experiências gastronômicas inesquecíveis. É por isso que o Vietnã está sempre no topo de sua lista de destinos dos sonhos há anos. Ela já havia provado a culinária vietnamita em diversos lugares dos Estados Unidos e do mundo, mas nunca a tinha experimentado em seu país de origem, conforme revelou em entrevista.
Ao chegar ao Vietnã, Susmita encontrou refeições excepcionais e se surpreendeu com a rica história presente em cada prato. As técnicas de preparo tornaram-se narrativas de criatividade, identidade regional e tradições familiares passadas de geração em geração ao longo de sua viagem de Hanói à Baía de Ha Long e Cidade de Ho Chi Minh.
Poucos minutos depois de chegar a Hanói, Susmita se encontrou em meio ao intenso tráfego de motos, enquanto o aroma de caldos fumegantes saía das cozinhas improvisadas nas calçadas. A experiência a deixou encantada desde o primeiro momento.
A cada refeição, a visitante aprendia mais sobre a cidade e sua cultura. No restaurante Tam Vi, detentor de estrela Michelin, ela percebeu como as receitas tradicionais foram mantidas ao longo de décadas de transformações e rápida modernização. Mesmo no estabelecimento Chapter, onde os pratos ganham um toque contemporâneo, os ingredientes ainda remetem à tradição. Um exemplo é um prato que utiliza a essência do percevejo-d’água gigante, um inseto apreciado por seu aroma delicado, semelhante ao de flores, emanado pelo macho. A essência desse inseto é usada para aromatizar o molho que acompanha os rolinhos de arroz.
Até mesmo uma simples xícara de café revela aspectos do passado da cidade. O famoso café com ovo de Hanói, preparado batendo gemas com açúcar e leite condensado até formar uma espuma cremosa e suave, surgiu em uma época em que o leite fresco era escasso. O que antes era uma alternativa inovadora tornou-se uma das bebidas emblemáticas da cidade, transformando a bebida em uma lição sobre a engenhosidade de Hanói e tornando cada gole infinitamente mais significativo.
Segundo Susmita, a jornada combina a exploração culinária com oportunidades para obter uma compreensão mais profunda do Vietnã, permitindo vivenciar o ritmo diário da vida e as antigas tradições culturais que continuam preservadas e em desenvolvimento.
Ao deixar Hanói, a jornada seguiu em direção à Baía de Ha Long. O itinerário incluiu um passeio em um barco a remo tradicional vietnamita, deslizando suavemente entre as formações calcárias escondidas na densa névoa da baía. Conforme a neblina se dissipava lentamente e voltava a cobrir as imponentes ilhas de calcário, a cena tranquila trouxe uma sensação de paz, permitindo apreciar a beleza natural do país.
A última etapa do roteiro levou a viajante à Cidade de Ho Chi Minh. Enquanto Hanói se mostrou repleta de tradição, a Cidade de Ho Chi Minh destacou-se pela energia vibrante característica da maior metrópole do Vietnã.
A experiência incluiu um passeio de riquixá, observando grupos de pessoas reunidas no parque para dançar pela manhã ou praticar badminton, além de um roteiro gastronômico a pé com a Hidden Saigon para descobrir os restaurantes casuais da cidade. O projeto se concentra em histórias locais para apresentar a culinária e a cultura aos visitantes, indo além das imagens familiares de guerra ou pratos famosos como o pho e o banh mi. O percurso passou por cafés contemporâneos com métodos inovadores de preparo e por uma cervejaria artesanal local, evidenciando como a identidade culinária da cidade continua a evoluir em conjunto com os valores tradicionais.
Ao cair da noite, o grupo de turistas acomodou-se em Vespas clássicas para percorrer ruas movimentadas e vielas estreitas em um tour gastronômico guiado, saboreando especialidades locais e vivenciando a vida noturna sob uma perspectiva renovada. A sensação de percorrer vias iluminadas em meio ao trânsito intenso, degustando uma cerveja local, revelou-se uma experiência marcante.
Durante a estadia na Cidade de Ho Chi Minh, a visitante também explorou o Delta do Mekong, conhecido como o celeiro de arroz do Vietnã por sua contribuição com quase um terço da produção agrícola do país. Ao encerrar a viagem, Susmita destacou que cada refeição, xícara de café ou momento compartilhado à mesa proporcionou uma compreensão mais profunda das culturas tradicionais locais, deixando memórias duradouras das conversas, histórias e pessoas associadas a cada prato.






