Com a chegada do segundo semestre, muitos estudantes intensificam a preparação para o Enem, visando conquistar uma vaga nas universidades.
Nessa fase, é fundamental manter o foco e a organização, evitando que a ansiedade tome conta. É importante que a rotina não se torne exaustiva, com uma carga horária extensa que possa prejudicar o desempenho.
De acordo com o MEC (Ministério da Educação), o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano conta com cinco milhões de inscritos. Esse número é o maior desde 2022, representando um aumento de 47,1%, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Não existe quantidade ideal de horas
A preparação para o Enem precisa ser diversificada e personalizada conforme o perfil de cada aluno, considerando tempo disponível, base de conhecimento, nota desejada e rotina.
Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da plataforma Kultivi, ressalta: “O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância continua sendo um dos principais fatores para um bom desempenho”.
Outro erro comum é transformar a carga horária diária em uma competição de produtividade.
De acordo com Konofal, “muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar dez horas por dia. Esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado. O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração”.
Por isso, uma dica importante: três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona. Durante essas horas, resolver exercícios, fazer simulados, revisar a matéria e explicar o conteúdo com as próprias palavras fazem o cérebro trabalhar de maneira mais eficiente, impactando diretamente no entendimento.
Descanso também deve ser levado em conta
Uma pessoa com sono e cérebro cansado não aprende nada. Por isso, uma rotina de estudos eficaz deve incluir tempo adequado de descanso e momentos de lazer, principalmente para fixar os conteúdos estudados na memória.
Konofal afirma que “jornadas excessivas de estudo, quando acompanhadas de privação de descanso, são contraproducentes”.
Embora não haja uma fórmula única que funcione para todos, geralmente uma rotina de três a seis horas de estudo por dia, aliada à resolução frequente de questões, simulados e revisões periódicas, costuma se adequar aos diferentes vestibulares.







