Julho é um dos meses com maior movimento no turismo brasileiro, devido às férias escolares. Enquanto as famílias organizam seus dias de descanso, surge uma dúvida frequente: compensa mais investir em um destino internacional ou explorar as atrações disponíveis dentro do Brasil?
A resposta envolve uma série de aspectos que vão além do custo das passagens aéreas. Antes de decidir, é preciso considerar hospedagem, alimentação, transporte, passeios, compras e a condição financeira da família, para que o lazer não prejudique o orçamento nos meses seguintes.
De acordo com Daiane Alves, educadora financeira da Neon, o primeiro passo é avaliar o impacto da viagem nas finanças pessoais e escolher a opção mais alinhada à realidade de cada família. “É natural que muitas pessoas fiquem receosas diante de variações cambiais, por exemplo, mas o fundamental é não tomar decisões apressadas”.
Destino nacional pode ser uma alternativa mais econômica
Segundo a especialista, optar por um destino brasileiro pode trazer vantagens financeiras relevantes. Além de minimizar os efeitos das flutuações cambiais, viajar pelo país amplia as chances de encontrar ofertas em passagens, hospedagem e atrações turísticas.
“Trocar uma viagem internacional por um destino brasileiro não significa abrir mão das férias. Muitas vezes, essa escolha preserva a saúde financeira da família e ainda oferece uma experiência igualmente gratificante”, afirma Daiane.
Quem vai viajar ao exterior deve controlar os gastos
Para quem já adquiriu passagens internacionais ou manteve os planos de viajar para fora do país, a recomendação é redobrar a atenção com as despesas durante a viagem.
Conforme a educadora financeira, alimentação, transporte, compras e passeios também são influenciados pela valorização da moeda estrangeira, o que pode elevar consideravelmente o custo total da viagem.
Entre as principais orientações estão: definir um limite de gastos antes do embarque, evitar compras por impulso, pesquisar atrações gratuitas e priorizar pagamentos à vista sempre que possível.
Evite financiar as férias com cartão de crédito
Outro ponto destacado pela especialista é o uso do crédito para custear a viagem. Segundo ela, recorrer ao parcelamento ou concentrar todas as despesas no cartão pode gerar impactos prolongados no orçamento.
“Parcelar uma viagem ou mesmo utilizar o cartão de crédito para pagar os consumos durante a viagem pode parecer uma solução prática e confortável no momento da compra, mas é importante lembrar que essas parcelas continuarão comprometendo o orçamento por muitos meses. Nos casos de uso no exterior, ainda há a cobrança de IOF e o risco de o dólar subir até o fechamento da fatura, o que pode gerar uma surpresa desagradável. O ideal é que as férias terminem nas lembranças, e não na fatura do cartão.”
Planejamento facilita futuras viagens internacionais
Para quem decidiu adiar uma viagem ao exterior, Daiane recomenda aproveitar o momento para organizar um planejamento financeiro específico para esse objetivo.
“Criar uma reserva destinada a viagens permite acompanhar a evolução da meta e reduz a dependência das oscilações cambiais. Quem se organiza com antecedência consegue aproveitar promoções, comprar moeda aos poucos e viajar com muito mais tranquilidade.”







