Nascido como uma fanfic de Star Wars publicada gratuitamente online antes de se transformar no romance de estreia da autora americana Ali Hazelwood, “A Hipótese do Amor” ganha adaptação cinematográfica pela Amazon MGM Studios, ainda sem data de estreia confirmada, com Tom Bateman e Lili Reinhart nos papéis principais. A trama, que se tornou um dos maiores fenômenos do chamado romance acadêmico nos últimos anos, acompanha Olive Smith, uma doutoranda em biologia que finge namorar um professor conhecido por sua reputação difícil para resolver um mal-entendido com a melhor amiga, apenas para descobrir que sentimentos reais não costumam respeitar planos cuidadosamente arquitetados.
A ascensão de Hazelwood, que era originalmente pesquisadora em neurociência antes de se tornar autora best-seller, ilustra um movimento maior da indústria editorial nos últimos anos, no qual comunidades de leitores em plataformas de fanfiction passaram a funcionar como verdadeiros laboratórios de teste para histórias que, depois de conquistarem público fiel na internet, acabam sendo reescritas, publicadas oficialmente com personagens originais e, em seguida, adaptadas para as telas. O caminho percorrido pelo livro, da plataforma de fanfics à publicação tradicional em 2021 e, agora, ao streaming, virou quase um roteiro à parte, tão comentado nas redes sociais de leitores quanto a própria trama do romance.
Para quem passou os últimos anos recomendando o livro para qualquer pessoa disposta a ouvir, especialmente dentro da comunidade de leitura conhecida como BookTok, a adaptação chega como uma espécie de validação: aquele romance batizado de guilty pleasure nos grupos de leitura finalmente ganha o selo oficial de fenômeno de massa, ao lado de outras obras de Hazelwood que também negociam adaptações para cinema e streaming.







