O governo brasileiro avalia a possibilidade de elevar o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina vendida no país, que pode passar dos atuais níveis para 32%, segundo discussões em andamento em 2026. A medida integra a política de descarbonização do setor de combustíveis e busca ampliar a demanda por etanol produzido no Brasil, ao mesmo tempo em que reduz a dependência do país em relação a derivados de petróleo importados ou refinados internamente.
Uma eventual elevação do percentual de mistura tende a gerar impactos em diferentes pontas da cadeia produtiva. Para o setor sucroalcooleiro, a medida representa uma ampliação da demanda interna por etanol, o que pode favorecer preços e investimentos em produção.
Já para o preço final da gasolina nas bombas, o efeito depende diretamente da relação entre os custos de produção do etanol e da gasolina no momento da eventual mudança, já que o etanol costuma ser mais competitivo em períodos de safra abundante de cana de açúcar.
A discussão sobre o aumento do percentual de etanol na gasolina também se conecta à agenda mais ampla de transição energética do país, que busca reduzir emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes por meio de políticas como o RenovaBio.
Para especialistas do setor energético, ampliar a participação de biocombustíveis na matriz de combustíveis brasileira é uma forma de conciliar a necessidade de descarbonização com o aproveitamento de uma cadeia produtiva na qual o país já tem tradição e escala consolidadas.







