O mercado financeiro mantém a projeção de que a taxa básica de juros, a Selic, termine 2026 em 14% ao ano, o que representa apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual em relação ao patamar atual de 14,25%, definido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central em sua última reunião. A expectativa entre analistas é que esse corte ocorra no encontro de agosto, encerrando por ora o ciclo de flexibilização monetária que deve ser retomado apenas no início do ano seguinte.
As projeções para os próximos anos indicam uma trajetória de queda mais consistente, com a Selic estimada em 12% ao ano em 2027 e recuando ainda mais em 2028 e 2029. Para o mercado, esse movimento reflete a expectativa de uma inflação mais controlada no médio prazo, ainda que os juros brasileiros continuem em nível elevado quando comparados a outras economias, o que segue atraindo investidores internacionais para ativos de renda fixa no país.
Com os juros ainda altos, produtos de renda fixa continuam entre as opções mais atrativas para investidores em 2026, segundo analistas do mercado financeiro. Ao mesmo tempo, o custo do crédito para empresas e famílias permanece elevado, o que ajuda a explicar a desaceleração observada em diferentes indicadores de atividade econômica ao longo do primeiro semestre, mesmo com o país ainda mantendo crescimento em terreno positivo.







