Municípios brasileiros tiveram até o dia 13 de julho para enviar propostas a um edital federal de fomento à arborização urbana, iniciativa que ganha urgência especial em um ano no qual as previsões climáticas apontam temperaturas acima da média em praticamente todo o território nacional. O programa busca apoiar prefeituras no plantio e manejo de árvores em áreas urbanas, com foco em cidades mais vulneráveis a ilhas de calor.
A relevância da iniciativa está diretamente ligada ao cenário climático projetado para o segundo semestre de 2026. Com a chegada de um possível El Niño forte, a combinação de altas temperaturas e redução de chuvas em diversas regiões deve intensificar o ressecamento da vegetação e aumentar o risco de queimadas, especialmente em áreas do Centro Oeste, Norte e Nordeste. Nas cidades, o calor extremo também traz impactos diretos sobre a saúde da população, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Especialistas em planejamento urbano defendem que a arborização não deve ser tratada como uma ação isolada de embelezamento, mas como parte de uma estratégia mais ampla de adaptação climática das cidades. Árvores bem distribuídas ajudam a reduzir a temperatura em áreas pavimentadas, melhorar a qualidade do ar, absorver parte das águas da chuva e criar espaços de convívio mais saudáveis.
A expectativa é que, ao integrar esse tipo de infraestrutura verde ao planejamento urbano, os municípios consigam reduzir custos futuros com saúde pública e com obras emergenciais de drenagem, além de aumentar a resiliência das cidades a eventos climáticos extremos que devem se tornar mais frequentes nos próximos anos.







