Especialistas de institutos como INPE, Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e o Cemaden já preveem a intensificação do El Niño a partir de julho, o que deve reduzir as chuvas nas regiões Norte e Nordeste e provocar irregularidade na porção central do país. O alerta foi reforçado em reunião promovida pelo Ministério do Meio Ambiente ainda no início do ano, quando técnicos apontaram que o segundo semestre tende a concentrar os episódios mais intensos de seca e calor.
A combinação de estiagem prolongada, ondas de calor e baixa umidade eleva diretamente o risco de incêndios florestais, sobretudo em biomas já pressionados por décadas de desmatamento, como o Cerrado. Governos estaduais têm sido pressionados a antecipar planos de prevenção, já que o histórico recente mostra que a resposta tardia costuma ampliar tanto os danos ambientais quanto os custos de combate ao fogo.
Para além da questão ambiental, eventos climáticos extremos como chuvas intensas, ondas de calor e secas prolongadas já vêm impactando cidades e áreas rurais ao longo do ano, exigindo investimentos em infraestrutura resiliente. A relação entre a crise climática e a qualidade de vida urbana tem ficado cada vez mais evidente, com reflexos diretos na saúde pública e na economia local de diversas regiões.
O tema também ganha peso político, já que 2026 é ano eleitoral. Candidatos devem ser cobrados por propostas práticas em áreas como drenagem urbana, segurança hídrica, resiliência energética, habitação em áreas de risco e sistemas de alerta, especialmente em grandes centros urbanos e regiões historicamente mais vulneráveis a desastres.







