O sistema de vasos de barro enterrados no solo voltou a ser usado por sua eficiência na economia de água e manutenção da umidade.
Em meio ao aumento das temperaturas e à procura por alternativas mais sustentáveis no cuidado com jardins, um método milenar de irrigação retomou popularidade na Europa: a utilização de vasos de barro enterrados no chão, chamados de “ollas”.
Conforme registros históricos e pesquisas de arqueologia agrícola, técnicas semelhantes às ollas já eram empregadas há milhares de anos por civilizações antigas, como povos da China e comunidades indígenas das Américas, que criaram sistemas simples de irrigação baseados na liberação gradual de água no solo.
Como funciona o sistema de vasos de barro?
O mecanismo é direto: um vaso de barro não esmaltado é enterrado no solo e abastecido com água. Por ser poroso, ele libera a umidade aos poucos, diretamente na zona das raízes.
Esse processo gera um equilíbrio natural. Quando a terra está seca, ela absorve mais água; quando está úmida, a liberação desacelera. Assim, a planta recebe irrigação contínua, sem desperdício e sem encharcamento.
Funciona tanto no verão europeu quanto no inverno brasileiro?
O método se adapta a diferentes climas e ajuda a manter o equilíbrio da umidade do solo.
Sim, a técnica pode ser empregada em climas distintos, porém com funções variadas. Durante o verão europeu, quando as temperaturas são elevadas e a evaporação da água é forte, as ollas mantêm o solo úmido por mais tempo, diminuindo a necessidade de regas constantes.
Já no inverno brasileiro, quando o calor é mais brando e diversas regiões enfrentam períodos de chuva, o sistema ainda é útil, mas com menor intensidade. Ele é especialmente recomendado para plantas em vasos, hortas pequenas e épocas de estiagem, prevenindo tanto o ressecamento quanto o excesso hídrico.
Ou seja, o método não depende de uma estação específica, mas das condições de umidade do solo.
Economia de água e menos trabalho no dia a dia
A irrigação por liberação lenta reduz o desperdício e melhora o aproveitamento da água pelas plantas.
Além da praticidade, o sistema chama atenção pela economia hídrica. Estudos de horticultura mostram que a irrigação por liberação lenta pode diminuir o consumo de água, já que reduz perdas por evaporação e direciona a água diretamente às raízes.
Outro benefício é que a superfície do solo fica mais seca, o que ajuda a conter o crescimento de ervas daninhas.







