Grande parte dos tutores desconhece que a dermatite atópica canina (DAC) representa um dos maiores e mais frequentes obstáculos nas clínicas veterinárias. Além de comprometer a pele, essa condição interfere diretamente no bem-estar e na rotina dos cães.
Conforme um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os animais de estimação que apresentam alergopatias, a dermatite surge como o diagnóstico mais comum, correspondendo a 37,10% dos casos.
Entenda a doença
A dermatite se trata de uma enfermidade inflamatória crônica, de natureza imunológica. Ela envolve uma interação complexa entre predisposição genética, alterações na barreira cutânea e uma resposta imunológica exacerbada a estímulos ambientais.
Em outras palavras, cães atópicos apresentam deficiências em proteínas fundamentais, como a filagrina, responsável por manter a hidratação e a integridade da pele.
Sem essa proteção, a pele se torna porosa, facilitando a entrada de alérgenos cotidianos, como ácaros da poeira, pólen e fungos, que desencadeiam uma cascata inflamatória.
Cuidado com pelos e pelagem é imprescindível
A enfermidade geralmente apresenta os primeiros sintomas ainda na juventude do animal, comumente entre seis meses e três anos de idade. Consequentemente, o tratamento não deve se restringir apenas aos momentos de crise aguda.
Animal com alergia não tem cura; animal com alergia tem controle.
Como cuidar da saúde da pele
Para garantir uma manutenção contínua da pele dos cães, é fundamental considerar que a base está na alimentação. Quando a dieta não é completa e equilibrada, o organismo prioriza funções vitais, relegando a saúde cutânea a um segundo plano. Trata-se de mais uma medida essencial para a saúde e o bem-estar.
Por esse motivo, especialmente em animais diagnosticados com dermatite, é recomendável procurar orientação profissional para incorporar à dieta fórmulas ricas em nutrientes fundamentais.
Principais componentes para o manejo da pele:
Proteínas de alto valor biológico
Vitaminas e minerais nas quantidades apropriadas
Ômegas 3 e 6
Selênio, zinco e cobre
Vitaminas A, E e biotina







