O planeta Terra está em alerta por causa de uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal (EMC) liberada pelo Sol após uma explosão registrada em 25 de agosto. Conforme a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno deve causar condições de nível G1, considerado menor, nesta quinta-feira, e G2, de intensidade moderada, entre sexta-feira e sábado.
A explosão solar foi classificada como M6.9. Na escala usada para medir esses eventos, a classe M indica erupções de intensidade moderada, e o número expressa a força dentro da categoria. A escala de tempestades geomagnéticas, por sua vez, vai de G1 a G5, sendo G5 o nível extremo.
Entre os efeitos esperados estão o aparecimento de auroras boreais em regiões mais ao sul do que o comum, possíveis oscilações em redes elétricas, sobretudo em áreas de altas latitudes. Satélites em órbita baixa também podem sofrer aumento do arrasto atmosférico, e sistemas de rádio ficam sujeitos a instabilidades.
Astronautas em órbita precisam ainda tomar medidas de proteção contra a radiação associada à atividade solar, que, em níveis elevados, pode representar risco à saúde.
Por que o Sol provoca tempestades
As erupções solares fazem parte do ciclo natural de atividade magnética do Sol, que dura cerca de 11 anos. Nesse intervalo, o campo magnético do astro se reorganiza e pode gerar manchas solares e explosões de diferentes intensidades.
Essas erupções são classificadas em cinco categorias. A classe X é a mais intensa e pode causar fortes interferências em comunicações e satélites. As classes M e C correspondem, respectivamente, a eventos moderados e pequenos. Já as classes B e A representam explosões ainda mais fracas, geralmente sem efeitos perceptíveis na Terra.






