O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal apure uma série de ataques a imagens e locais de culto registrados nos últimos meses em várias partes do país. A decisão faz referência a uma “aparente onda de ataques” e reúne episódios ocorridos em sete estados.
Um dos casos citados pelo ministro é o ato de vandalismo contra uma imagem de Nossa Senhora na Paróquia Divino Espírito Santo, situada no bairro Jatiúca, em Maceió, ocorrido em agosto deste ano. Na ocasião, a base da escultura e áreas da imagem sofreram danos.
Casos registrados em diferentes estados
Além de Maceió, ocorrências semelhantes foram constatadas em outras localidades.
- Maceió (AL): imagem de Nossa Senhora alvo de vandalismo;
- Salvador e Santo Amaro (BA): imagem destruída em uma paróquia e assentamento de Exu destruído em um terreiro na Bahia;
- Londrina (PR): imagens de santos foram destruídas em uma loja;
- Rio Grande (RS): imagens sacras destruídas na Catedral de São Pedro;
- Esmeraldas (MG): terreiro de umbanda foi alvo de vandalismo;
- Jauru (MT): imagem de Nossa Senhora Aparecida quebrada com um machado;
- Novo Progresso (PA): imagem de Nossa Senhora Aparecida incendiada e destruída às margens da BR-163.
Além disso, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a necessidade de instaurar um processo.
Repercussão no cenário eleitoral
A decisão ocorre em meio à polêmica relacionada a publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que é tema de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira.
A controvérsia teve início depois que começaram a circular publicações associando o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e setores da direita a uma hipotética tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Flávio nega a acusação.
No domingo (27), Dino chegou a suspender uma decisão do ministro André Mendonça, do TSE, que ordenava a retirada de publicações que ligavam Flávio Bolsonaro à suposta intenção de retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. Na segunda-feira (28), no entanto, o ministro Luiz Fux suspendeu essa determinação.







