As ações divulgadas pelo FBI previamente ao pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026 já estão em execução. A partir do início da competição, em 11 de junho, as forças de segurança dos Estados Unidos confiscaram mais de 600 drones que circulavam em zonas com proibição temporária de voo adjacentes aos estádios e atividades ligadas ao torneio.
Os dados foram revelados pela NBC News. De acordo com o FBI, a quantidade de drones confiscados em território nacional duplicou em menos de quinze dias. Na maior parte das situações, os pilotos foram multados e tiveram seus dispositivos tomados por infringirem as limitações estabelecidas pela Administração Federal de Aviação (FAA).
Operação havia sido anunciada antes do torneio
Antes do Mundial, o FBI comunicou que capacitou mais de 60 agências de segurança para identificar, monitorar e desativar drones não permitidos durante as partidas. Naquele momento, a agência detalhou que empregaria radares, câmeras e demais tecnologias para localizar tanto os aparelhos quanto seus controladores.
As autoridades ainda declararam que poderiam assumir o comando eletrônico dos drones ou interferir na sua rota quando preciso para resguardar locais tidos como vulneráveis.
Atualmente, com o torneio em curso, o FBI confirmou que estas ações estão sendo executadas em cooperação com operadores autorizados das polícias locais e estaduais, encarregados de vigiar o tráfego aéreo nos arredores dos estádios e das regiões reservadas aos fãs.
Infrações levam a apreensões e ações judiciais
Em Kansas City, por exemplo, já se contabilizaram 32 confiscos de drones nas imediações de eventos da Copa.
O procurador federal R. Matthew Price salientou, em declaração à NBC News, que pilotar drones em áreas de proibição temporária de voo não é somente contrário à lei, mas também configura um perigo à segurança. Conforme ele, aqueles que descumprirem as normas poderão ser processados pelo Departamento de Justiça.
Um dos incidentes aconteceu em Dallas, por volta de meados de junho. Um hondurenho de 33 anos foi denunciado pelas autoridades federais por pilotar um drone não cadastrado perto do estádio AT&T durante uma partida do Mundial.
Conforme a apuração, o aparelho — um DJI Mini 3 Pro — estava em voo dentro da zona de exclusão aérea ao ser identificado pelo sistema do FBI. Em questão de segundos, agentes encontraram o piloto e efetuaram a interceptação.
O indivíduo é acusado de ser dono de uma aeronave não cadastrada operada por terceiro e segue sob custódia enquanto espera o julgamento.
Zonas de exclusão têm início antes dos jogos
De acordo com as autoridades, as áreas de exclusão para drones entram em funcionamento três horas antes do começo de cada partida e seguem ativas até três horas depois do término da partida.
O FBI enfatiza que compete aos donos de drones conhecer as limitações estabelecidas pela FAA antes de efetuar qualquer voo. A recomendação é evitar pilotar aparelhos nas imediações dos estádios e outros lugares oficiais da Copa do Mundo, pois a vigilância continua em operação por todo o campeonato.







