A Associação Sergipana de Papiloscopistas de Carreira (ASPAC) volta a manifestar seu descontentamento com a discrepância salarial que atinge a categoria. Apesar de a Lei Complementar nº 353/2021 ter reformulado a carreira, passando a exigir formação superior para ingresso, os vencimentos permanecem defasados. Eles representam apenas cerca de 41% do piso inicial de outras carreiras periciais que também requerem nível universitário.
Esses profissionais exercem funções essenciais para a sociedade, como a identificação civil e criminal, a realização de perícias em locais de crime e o trabalho em conjunto com a Polícia Civil. Participam de aproximadamente 90% dos reconhecimentos de cadáveres no Instituto Médico Legal (IML).
Equiparação salarial em outros estados
Enquanto estados como Pernambuco, Piauí, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro já reconheceram a importância da profissão e implementaram a paridade salarial, Sergipe mantém a desigualdade. A categoria defende a aplicação do princípio da isonomia para alinhar responsabilidades, qualificação e remuneração.
As negociações com o Governo Estadual seguem em andamento, mas a ASPAC alerta: a falta de um reajuste adequado pode gerar insatisfação e comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.







