A preparação para exames como o Enem e outros vestibulares em 2026 tem colocado a saúde mental dos estudantes em evidência, com especialistas alertando para os riscos de associar estudo a exaustão. É comum que a imagem de dedicação aos estudos venha acompanhada de rotinas extenuantes, mas educadores reforçam que ansiedade e autocobrança excessiva podem, na prática, prejudicar o desempenho em vez de melhorá-lo.
Segundo professores que orientam vestibulandos, é essencial considerar no cronograma de estudos o tempo necessário para atividades básicas, como sono, alimentação, deslocamento e lazer. Negligenciar esses aspectos em nome de mais horas de estudo tende a gerar um esgotamento que compromete justamente a capacidade de concentração e memorização que se busca desenvolver.
A comparação usada por alguns educadores é a de uma maratona física e mental, na qual tanto o corpo quanto a mente precisam estar preparados para sustentar o esforço até o fim.
Reservar momentos de descanso da rotina de estudos, como assistir a um filme, encontrar amigos ou praticar um hobby, é apontado como parte essencial do processo, e não como perda de tempo. Além disso, deixar espaços livres na agenda para imprevistos ajuda a reduzir a frustração quando algo sai do planejamento, o que é comum durante períodos longos de preparação. Especialistas reforçam que cuidar do bem-estar emocional é tão importante quanto revisar conteúdo, especialmente em um ano de provas de alta competitividade.







